Para encerrar a conversa: eu não tinha “porra nenhuma”. Mas se tivesse, tinha-me “fudido”.
Saúde
Que beleza está a saúde em nosso país. Coisa de primeiro mundo. Num dia descobre-se que uma pessoa está com câncer. Dois dias depois já começa o tratamento. Com esta doença não pode brincar, quanto mais rápido é iniciado o tratamento, maiores são as chances de uma cura.
Saúde 2
Essa rapidez de início de tratamento aconteceu com o ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva. Acho muito correto que assim se procedeu. E assim deveria ser o procedimento com todas aquelas pessoas vitimadas por essa doença. Lógico que o ex-presidente tem dinheiro para custear o tratamento. Não precisa e não foi atendido pelo SUS.
Saúde 3
Já se fosse o seu Zé das Couves, a dona Mariquinha, quer dizer, pessoas sem posses, sem dinheiro, sem lenço e sem documento, a coisa seria diferente. Para o pobre, que é obrigado a ser atendido através do SUS, a lerdeza no início do tratamento é regra geral.
Saúde 4
O primeiro empecilho é marcar uma consulta através do SUS com um especialista. Depois para fazer a biópsia. Depois o início do tratamento. Até estas etapas se completarem o paciente pode ter seu estado de saúde complicado.
Saúde 5
Que bom seria se todos recebessem o mesmo tratamento, fossem pobres ou ricos, autoridades e sem autoridades, conhecidos e anônimos, políticos e eleitores, e assim por diante. Quem sabe um dia não chegamos lá, um país onde todos os seres humanos sejam iguais e sejam tratados da mesma maneira. Com dinheiro ou sem dinheiro.
Atendimento
Já contei aqui nesta coluna, mas não custa nada relembrar.
Atendimento 2
Há cerca de 5 anos, sentindo uma coisa meio estranha, resolvi procurar um médico. Como pago impostos (o que não é pouco o que o brasileiro paga) fui num Posto de Saúde. O médico que me consultou disse que eu deveria fazer uma consulta com um especialista na área.
Atendimento 3
Fui ao local indicado para marcar uma consulta. A moça que me atendeu disse que eles telefonariam para mim quando a consulta fosse marcada. O tempo passou. 1, 2, 3 meses e nada de telefonarem. Achei que haviam esquecido. Que haviam jogado o pedido de consulta fora. Fui atrás para ver o que tinha acontecido.
Atendimento 4
E para minha surpresa a atendente me disse: “Demora mesmo”. Uns dois meses depois recebo o esperado telefonema com data e hora marcada para realizar a consulta.
Atendimento 5
No dia e hora marcada estava lá. O médico estava atrasado duas horas. Converso com uma atendente e rindo ela diz: “Esse médico atrasa mesmo. Só está duas horas atrasado, mas daqui a pouco ele chega”. E chegou 2 horas e meia depois do horário que ele deveria começar a atender.
Atendimento 6
A consulta foi uma beleza. Por Deus. Não levou mais que 45 segundos. Isso mesmo: 45 segundos. Ele perguntou o que eu estava sentido. Conforme eu falava, ele já estava escrevendo a “receita”. Teria que fazer um exame de ultra-sonografia (acho que era este o nome) para ver como eu estava.
Atendimento 7
Outra batalha para marcar o dito cujo exame. Não lembro quanto tempo levou. Mas, com certeza, não foi rápido. Demorou mais uma cacetada de tempo.
Atendimento 8
Exame marcado. Um sábado. E adivinhem quem fazia o exame. O mesmo médico que havia me atendido. Só que ele atendia em sua clínica particular, apesar de eu estar fazendo tudo pelo SUS.
Atendimento 9
Chegando lá a sala de espera estava lotada. Ele chamou o primeiro paciente do SUS. Passou duas horas e ele não chamou mais nenhum paciente. É que no mesmo horário e local, ele havia marcado um monte de exames de pacientes que pagavam um plano de saúde.
Atendimento 10
Depois de atender todos os pacientes do plano de saúde, ele voltou a atender as pessoas do SUS. Depois de horas de espera, realizei o exame necessário.
Atendimento 11
Para encerrar a conversa: eu não tinha “porra nenhuma”. Mas se tivesse, tinha-me “fudido”.
Vereadômetros
A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina inventou um tal de “deputadômetro” que analisa a atuação dos deputados estaduais de Santa Catarina. Seria interessante que nos municípios fossem criados os “Vereadômetros” para analisar a atuação dos vereadores.
Vereadômetros 2
Gentemmmm. Tem vereador que não faz nada, de nada, de nada. Não estou falando de Itajaí (aqui também tem), mas no Brasil todo. Tem vereador que nem sabe por que está ali. Tem vereador que só pensa em arrumar a sua “costela”. Tem vereador que a troco de merda é caro.
Vereadômetros 3
E não me venham com este papo que precisa haver renovação e o “esculete a quatro”. Eles assumem num dia, no outro já estão PhD em “maracutaias”, em tirar proveito do cargo, em se “ajeitar”.
Vereadômetros 4
Nem preciso dizer que existe vereador bom. É raro, mas tem. Mas é uma figurinha difícil de encontrar.




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