O homem ainda faz o que o macaco fazia (agora usando talheres de prata)
Cada vez que eu preciso usar o pronome mim fico com certo receio, é algo oposto à humanidade. Para a maior parte dos homens e mulheres que pisam neste solo é muito mais fácil usar esse pronome. Mas a questão não é de linguagem ou ortografia, é uma questão de hábito.
Desde nossos primórdios somos levados a pensar primeiro em nós mesmos, é uma questão de sobrevivência: mate, coma, cresça e apareça. Mas sobre tudo: seja supremo em cada uma de suas escolhas, não falhe, não haja de maneira inóspita, e principalmente segure o garfo com a mão esquerda, para a direita poder arrancar o couro com a faca.
A massa nos leva a parâmetros. Parâmetros são as coisas mais estúpidas que existem. Moda vem do latim “modus”, se o modo é meu eu faço o que bem quero com ele. E nesse egoísmo primitivo vamos nos esquecendo de que o que realmente importa são as boas atitudes que tomamos em público, afinal elas melhoram nossa fama e junto com a fama vêm as possibilidades de sermos os alfas, os betas, os idiotas do momento em nossa casa, escola, sociedade e em nosso mundo. Nosso mundo!
O pronome mim pode caber bem em muitas orações, mas existe uma com a qual ele não cola: O mundo pertence a mim! Correção: O mundo pertence a nós! Nós somos responsáveis pelas nossas ações e principalmente pelas suas consequencias. Afinal a conta não vem só para mim.
E cada vez mais o ser humano vai para o buraco: Homo sapiens que nada sapiens! Talvez ainda haja conosco alguns sobreviventes, alguns homens de Neanderthaus. Impossível, esses não sobreviveram por sua inocência. Viva! Apenas os melhores chegaram aqui! Mim ser melhor, e você, o que você é?
Última atualização (Seg, 02 de Maio de 2011 04:53)




Google
Facebook
Twitter
del.icio.us
Blogger
Rain Concert








