Home Colunas Informa & Comenta Impressões digitais: claro que existem empreiteiras sérias e respeitáveis, e outras não sérias

Impressões digitais: claro que existem empreiteiras sérias e respeitáveis, e outras não sérias

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Jaison BarretoClaro que existem empreiteiras sérias e respeitáveis, e outras não sérias.

Quando se fala em financiamento público de campanha, o que se pretende é garantir igualdade de condições entre os candidatos a cargos eletivos, evitando o abuso do poder econômico.

Nada de errado patrocinar artistas, cantores, músicos, pintores, espetáculos teatrais, partidos políticos de maneira clara, republicana.

Coisa diferente é o combate a corrupção e o tráfico de influência nas licitações de obras públicas.

É até razoável o financiamento, se previamente regulamentado pra impedir a criação quase inevitável, de uma burocracia partidária gananciosa, voraz, viciada pelo poder, e determinada a impedir a renovação e a mudança de costumes.

Os exemplos estão ai na cara de todo mundo, mantendo feudos, capitanias hereditárias, durante décadas.

Se conseguirem também aprovar a “lista fechada”, vai ficar como o diabo gosta.

Acreditar-se, que todos os de fora das cúpulas, vejam a cor desses recursos, é passar um atestado de burrice.

Ouso afirmar, que as empreiteiras não sérias devem estar batendo palmas por essa iniciativa.

É só raciocinar.

Proibidas de destinar recursos aos partidos políticos, simplesmente não deixarão mais impressões digitais hoje obrigatórias e facilmente reconhecidas pela imprensa e pela justiça eleitoral.

Vai ser igual a telefone celular, teremos políticos

pré-pagos e pós-pagos.

As maneiras de remunerar o tráfico de influência, o Brasil todo conhece através dos exemplos recentes: assessorias rápidas e escandalosamente bem remuneradas, fortunas surgidas do nada para parentes e afilhados, conferencistas de ultima hora e verdadeiros laranjais pra ocultar o dinheiro desviado dos cofres públicos etc etc etc...

Com o financiamento público de campanha que crescerá a cada eleição, o “dinheiro da viúva” continuará sendo roubado de qualquer maneira.

A solução moralizadora passa por mais Policia Federal, mais Ministério Público, mais Tribunal de Contas, mais estrutura da Justiça Eleitoral, e óbvio, fim da impunidade, enquanto nossas escolas mesmo com professores mal remunerados, tentam ensinar a nossa gente a viver em um País com menos malandragem.

Última atualização (Sex, 05 de Agosto de 2011 17:42)

 
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