Abraço de afogado
Jaison Barreto
Bombeiros e salva-vidas sabem muito bem do risco que correm ao tentarem resgatar um afogado.
A sabedoria popular carimbou a expressão de "abraço de afogado".
Fernando Henrique, Franco Montoro, Mário Covas, Aécio Neves, Alckmin, José Serra e tantos outros, sonharam um partido político limpo, moderno, social democrata e fundamentalmente ético, pra se diferenciar de velhas e degeneradas agremiações no Brasil.
Como se por ?um determinismo histórico?, setores do PSDB ao se aproximarem do poder, isolados ou em alianças, acabaram contaminados pelo fisiologismo, pelo patrimonialismo, personalismo etc, de modo semelhante ao que ocorreu com o PT, PMDB, DEM, PP, PTB, PDT e assim por diante.
Os casos mais explícitos aconteceram no RS e em SC. Pensões vitalícias, despreparos, alianças espúrias, malfeitos, improbidades num verdadeiro compêndio de lesões ao interesse público, acabaram por tirar-lhe a credibilidade.
Pagam todos os filiados e admiradores, pelos erros de alguns que não deveriam estar na vida pública, exercendo inclusive mandatos populares e cargos de representação partidária.
É a história dos partidos políticos no Brasil.
A reunião de Balneário Camboriú a qual estranhamente não compareceu o deputado Jorginho Mello foi emblemática, mostrando quão heterogênea a composição do PSDB.
Entre abraços pra lá e pra cá, conforme publicado nos jornais, pouca coisa de substantivo parece ter sido decidida.
O que todos os bons democratas desejam, correligionários ou não, é que o encontro não se confunda com "abraço de afogados".
A democracia exige partidos verdadeiros.
Saudações democráticas
Última atualização (Dom, 12 de Fevereiro de 2012 12:01)




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