NOTÍCIA JÁ

<A TARGET="_blank" HREF="http://www.noticiaja.com/publicidade.asp?idb=65&urlsai=http://www.balneariocamboriu.sc.gov.br"><IMG SRC="http://www.noticiaja.com/arquivos/publicidadefile/65_banner" BORDER=0 width=468 height=60></A>
ENTREVISTAS

Márcio Pereira Zimmermann, ministro de Minas e Energia: “Santa Catarina tem tudo para participar do desafio do pré-sal”
Entrevista
Publicado em Abr 30, 2010

Associação dos Jornais do Interior (ADISC)

Márcio  Pereira  Zimmermann
 
QUEM É - Ministro  de  Minas  e Energia.  Membro  do  Conselho de Administração da Petrobras, da  Petrobras  Distribuidora  e presidente do Conselho de Administração  da  Eletrobrás. 
 
DE ONDE É - Blumenau 
 
O QUE  FEZ - Mestre  em  Engenharia  Elétrica pela PUC-RJ, atuou na Eletrosul, no Cepel,  em  Itaipu Binacional, na Eletrobrás antes do MME.
 
[Pelo Estado - ADISC] – Já há retorno sobre o pedido da Celesc de abertura de crédito no Bndes para a distribuição de energia?
 
Márcio  Pereira  Zimmermann  –  O processo está em  fase fnal de  tramitação
na  Eletrobrás,  com  um  encaminhamento bem positivo e que já foi informado para a
Celesc. Desta forma, a Eletrobrás deve encaminhar esta semana ainda, aqui para o
ministério, para o acordo fnal, e para que siga para a implementação na Celesc.
 
 Santa Catarina poderá  construir um  ciclo de desenvolvimento em torno da exploração do petróleo nas camadas do pré-sal?
 
As políticas adotadas pelo governo para o pré-sal vão ter um impacto em todo o Brasil. Em 2003, quando foi decidido fazer plataformas aqui no Brasil, promoveu-se uma verdadeira revolução na indústria naval brasileira.  Reativou-se a indústria naval  do RS  e RJ,  implantaram-se  novos estaleiros em diversos estados, e isso tudo valorizando empresas que pudessem  implantar essa infra-estrutura industrial que o setor exige.  Com o advento do Pré-sal, viu-se que essa política era mais que acertada, porque o Brasil  já  vinha  ganhando  um desenvolvimento tecnológico e a absorção das  tecnologias mais modernas  da  construção naval, e que agora, o País está ainda mais preparado para enfrentar os desafios e  encomendas do pré-sal.  Santa Catarina está em um  estágio de desenvolvimento, com um parque  industrial bastante  forte, e é natural, isso eu já disse em uma oportunidade na Fiesc, que realmente tem tudo para participar deste grande desafio.
 
Quais  as  principais  demandas  e projetos para o setor elétrico em SC? Há como atender a necessidade industrial?
 
Isso sempre  é  uma  responsabilidade da concessionária estadual informar aos  órgãos planejadores,  o  crescimento  e demanda. É claro que em situações como as que ocorreram em Joinville, onde o governador à época fez um apelo à ministra Dilma, ao ministro Lobão e à senadora Ideli Salvati, para que fosse autorizada uma subestação que permitisse que o município continuasse  atraindo  grandes  indústrias, que tinham intenção de se instalar e estavam desistindo por causa da deficiência na infra-estrutura, foram feitos os investimentos de forma que hoje já está em operação e Joinville continue atraindo grandes empresas. Aquilo  foi uma  situação excepcional, por  isso que é  importante que a empresa estadual sempre atue de forma preventiva e que planeje bem para que isso possa ser feito de uma forma previsível.
 
Pela sua proximidade com a ex-ministra Dilma Roussef, o senhor acredita que ela conseguirá superar o perfl técnico para conquistar o apoio político e popular que precisa para se eleger?
 
Eu  conheço  a ministra Dilma  há muito  tempo,  ainda  quando  ela  era  secretária de Energia do Rio Grande do Sul, e eu estava na Eletrosul. A ministra Dilma teve um papel
muito importante nesta reestruturação do setor elétrico brasileiro. Quando de sua ida
para  a Casa Civil,  assumiu outro grande desaflo, depois as questões de infra-estrutura e social, incluídas no PAC. A capacidade dela é impressionante. Falo isso por que a
conheço há muitos anos. A capacidade de trabalho, de articulação e, por outro lado,
a habilidade que sempre teve de lidar com todas  as  forças políticas  que  compõem  o
governo, isso a credencia para os desafios que ela deve enfrentar daqui para frente.
 
O  sr.  foi  funcionário  de  carreira da Eletrobrás, o que  representa a homenagem que  recebeu dos  funcionários da empresa na última sexta-feira?
 
Primeiro, eu sou um engenheiro catarinense, que fz carreira no RS, SC, PR, RJ e em Brasília. A Eletrosul na verdade é uma grande empresa. Uma grande cultura que
ajudou a formar gerações de engenheiros. Então, para mim, é muito importante participar sempre de eventos na Eletrosul, até no reconhecimento e na importância que
ela tem na minha própria formação técnica e profissional, pois são 30 anos de empresa. Enfrentei alguns desafios nas empresas que passei, mas a empresa que mais tempo estive foi a Eletrosul, e foi realmente uma empresa chave para moldar e levar para fora do Estado essa colaboração. Santa Catarina conta com dois ministros...
É uma valorização do Estado, principalmente quando você chega num momento de grandes desafios, como os deste ano, com as obras de infra-estrutura, com o programa que você tem para implantar, as obras vinculadas ao PAC.
 
SC cresceu abaixo da média de outros estados. O sr. acredita que a relação com o governo federal pode ter afetado?
 
Se em determinados períodos teve desenvolvimento menor ou não, está mais vinculado às conjunturas internacionais e características da economia catarinense. O governo Lula se caracterizou por ser um governo que não discrimina, até porque se fosse  tratar politicamente, o Estado conta com grandes lideranças, e que atuam fortemente próximo ao presidente. É só considerar  a  senadora  Ideli  Salvati,  que  foi líder do governo, o papel que ela exerce e o esforço que ela  tem  feito,  junto  com os demais parlamentares de SC, para que o Estado  tenha  um  tratamento  no mínimo igual  aos  outros.  Essa  é  a  característica: Lula é um presidente para todo o Brasil.





Saiba mais de nossa notícias |

Todos os direitos reservados a Notícia Já ®
Só é permitida sua reprodução desde que citada a fonte.