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ENTREVISTAS

Tenho um sonho e me preparei para ele, diz Angela Amin (PP)
Entrevista
Publicado em Mai 30, 2010

Adjori SC > RCN

A deputada federal Angela Amin (PP) não sabe ao certo se terá chance de realizar o sonho de governar o estado de Santa Catarina para o qual diz estar se preparando há um bom tempo. Afirma que é pré-candidata e que a militância está empolgada.
 
Tem a seu favor, por ora, a liderança no índice de intenção de voto dos catarinenses, conforme pesquisa realizada pelo Instituto Mapa. Reconhece, porém, que o partido progressista é que terá a palavra final, em função de alianças que podem ser construídas e que está disposta a lutar pelo comando do Estado, abrindo mão de uma candidatura a vice ou ao Senado. “Ou é o governo ou fico de fora da majoritária”, asseverou Angela Amin, na entrevista concedida na sede da Associação dos Jornais do Interior de SC, em Florianópolis, na segunda-feira, dia 24. Aqui, os principais tópicos

PRIORIDADES - Enquanto tem como horizonte o Centro Administrativo, Angela percorre o Estado, ouvindo pleitos e sugestões para montar um plano de governo. Do que já viu e ouviu, destacou três áreas que considera as maiores demandas dos catarinenses: Saúde, Segurança e oportunidade para os jovens. A parlamentar também saiu em defesa do orçamento participativo e acredita que “é uma falta de respeito à população não levar em conta o que foi definido por ela como prioridade”. Está convicta, porém, de que é necessário instituir um processo gerencial bastante claro, com uma administração pautada por indicadores.
 
Esse modelo, que agrega participação, indicadores e outros instrumentos de gestão mais modernos, é o que pode garantir, segundo Angela, um equilíbrio orçamentário e um governo de resultados. Como exemplo, citou sua experiência como prefeita. “ Saímos de uma situação de 23 mortes para 100 mil nascidos e deixamos o governo com o índice de mortalidade infantil em 7,6. graças à fixação de meta e às parcerias que firmamos”.

FUNCIONALISMO - Angela enxerga o servidor público como parceiro indispensável para que um governo possa colher os frutos necessários. Por isso, acredita que o funcionalismo tem que ser valorizado, profissionalizado, e “ter mecanismos  para que possa dar respostas ao seu verdadeiro patrão, que é o cidadão”. Segundo ela, o servidor tem que ter oportunidade de crescer profissionalmente através de cursos, ter seu salário em dia e, se possível, contar com um Plano de Cargos e Salários. A deputada federal defende também a meritocracia, e ressalta que a gestão por indicadores entra nesse processo, reconhecendo quem contribuiu para que sejam alcançadas determinadas metas.
 
ATUAL X FUTURA - Em relação à atual administração, Angela dispara sua principal crítica:“Polícia é caso de polícia e não de política”, o que significa que em um eventual governo progressista a área de Segurança será ocupada por pessoas da área, não por políticos. Quanto às Secretarias de Desenvolvimento Regional, disse que elas estão sendo avaliadas especialmente quanto à sua resolutividade. Para ela, o modelo não está resolvendo uma situação histórica dos prefeitos, que é “a angústia dos chefes dos executivos municipais em seus périplos em Brasília, em busca de recursos para viabilizar a suas administrações”.
 
COMUNICAÇÃO - Sobre a atual política de Comunicação, Angela assegurou que “temos que usar os meio que aí estão, que são importantes. Vamos manter e aperfeiçoar esse processo”.
 
GOVERNO FEDERAL - Quanto ao apoio da União a Santa Catarina, Angela Amin disse que, em alguns aspectos, poderia ter havido uma resposta mais ágil e lembrou o caso das intempéries climáticas. “Eu não consigo aceitar que nenhuma casa tenha sido construída e entregue ao cidadão que perdeu tudo, desde novembro de 2008”, lamentou. Disse ser incompreensível que a Defesa Civil Nacional não transfira recursos diretamente aos prefeitos. “Essa é a verdadeira descentralização, especialmente numa catástrofe, porque são obras emergenciais, urgentes e o prefeito faz com mais agilidade, com  mais competência e, automaticamente, resolve o problema e faz com que o cidadão retome sua vida normal com mais rapidez”, argumentou.
 
A deputada listou ainda a situação da rodovia BR-101 – “que já teria que ter terminado” - a 280, a 470, além da dificuldade de retomada das obras do Porto de Itajai. “Tivemos que fazer muito esforço para sensibilizar os ministros sobre a importância das obras.
Foram vários meses com empenho de toda a bancada parlamentar catarinense”, disse.
 
Do próximo governo federal, qualquer que seja ele, Angela espera mais agilidade, menos burocracia. “O governo - municipal, estadual, federal - tem que ser facilitador, tem que ter uma estrutura ágil e eficiente”, defendeu.
 
GOVERNABILIDADE - A pré-candidata pepista ressaltou a importância do Legislativo e da boa interação com esse Poder para a governabilidade. Lembrou que em sua gestão na prefeitura de Florianópolis, dos 21 vereadores, apenas três eram governistas. “Sei o quanto isso é complicado”, reconheceu, acrescentando que todo esse diálogo com os diversos partidos, queAvem ocorrendo nessa fase de pré candidatura, é em busca de alianças não só para ganhar a eleição mas para garantir governabilidade. Ressalvou, porém, que “estamos mantendo os princípios que nortearam nossa vida pública do que não abrimos mão, mesmo tendo clara a necessidade da governabilidade.





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