COMUNIDADE
Piriquito tem uma semana para decidir sobe a abertura do hospital
Publicado em Jul 30, 2010
Da Redação NotíciaJá
Balneário Camboriú, SC – A abertura do Hospital Municipal Ruth Cardoso foi novamente o tema central da reunião do Conselho Municipal de Saúde desta quinta-feira (29). Decisão aprovada pelos 10 membros presentes, inclusive os representantes do governo municipal, deram prazo até a próxima reunião (quinta-feira – 5/8) para que o prefeito Edson Renato Dias informar sobre um cronograma para efetiva abertura e atendimento no hospital.
Pelo decreto que instituiu o regimento do conselho, o prefeito tem até 30 dias pra homologar as resoluções do Comus. Terminado esse prazo o conselho analisa as eventuais respostas do prefeito. Neste caso, o Comus pode ir até o Ministério Público para exigir o cumprimento da Lei.
SÓ QUER RECEBER – Durante a reunião também foi analisado o relatório de visita técnica do hospital que, segundo alguns membros, somente o que confirmou o que já se sabia e a ong World Family Organization nunca concluiu a obra, apesar da inauguração promovida no final da administração do ex-prefeito Rubens Spernau (PSDB).
Para membros do Conselho, a ongueira Deisi Kusztra somente quer receber cerca de R$ 1 milhão que ela diz ter direito na obra. O Comus quer que o hospital seja entregue à comunidade e aberto ao público e as questões que envolvem a obra sejam discutidas depois.
Uma resolução do Conselho, aprovada há alguns meses, não reconhecia o valor exigido pela ongueira Deisi. “O Comus não vai aprovar qualquer pagamento. Queremos que o hospital seja aberto para atender a comunidade”, diz o presidente do Comus, Fernando Brito.
SEM CENSURA – Também durante a reunião, o Conselho Municipal de Saúde se posicionou contrário a qualquer censura prévia imposta à imprensa. Na conclusão do relatório de visita técnica, representantes da prefeitura e da ong WFO emitiram uma nota proibindo a divulgação e órgãos de imprensa estão sendo informados extra-judicialmente “a se abster de publicar qualquer matéria”. O próprio Comus foi notificado pela WFO.
O conselho decidiu tornar público o relatório da visita técnica. “Vamos liberar cópia do documento a quem tiver interesse”, diz Fernando Brito.
Brito disse não entender como uma entidade “que em tese teria 30% do valor da obra”, mande mais que o próprio município “que colocou 70% do valor que foi gasto com o hospital.




