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Encontro promovido pela bancada feminina debate condição da mulher na sociedade

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Lisandrea Costa
Assessoria/Alesc


Florianópólis, SC - A pauta de atuação da bancada feminina na Assembleia Legislativa foi debatida nesta quinta-feira (31), no Plenário Osni Régis, no Encontro de Mulheres que Atuam no Âmbito Institucional. A atividade fechou o calendário de eventos promovidos no mês de março para celebrar a passagem do Dia Internacional da Mulher. Ao final do encontro aconteceu o lançamento do livro “Os 25 anos da Delegacia da Mulher de Florianópolis: impasses e perspectivas para a base de pantera”.

Com a presença de quatro das cinco parlamentares que compõem a bancada feminina – Ada Faraco de Luca (PMDB), Angela Albino (PCdoB), Dirce Heiderscheidt (PMDB) e Luciane Carminatti (PT) –, o encontro contou com a participação de representantes de diversas entidades e órgãos públicos, com destaque para o secretário executivo do Ministério das Relações Institucionais, Cláudio Vignatti, e da coordenadora Estadual da Mulher, Selma Westphal.

“A temática sobre a condição da mulher precisa estar na pauta dos governantes e da sociedade todos os dias, não apenas no mês de março”, disse Luciane Carminatti, que coordenou o encontro e listou os temas sugeridos pelas participantes, os quais devem integrar o plano de ação da bancada feminina, que promoverá pelo menos uma reunião mensal para dar sequência às ações.

O papel da bancada feminina, conforme a deputada Angela Albino, “é ser portavoz das lutas históricas pautadas pelos conselhos e entidades”. Garantir recursos no orçamento para as políticas específicas das mulheres, a criação da Defensoria Pública e a plena implantação da Lei Maria da Penha e de seus instrumentos são algumas prioridades levantadas pelas entidades.

A deputada Dirce falou sobre o desafio que é construir políticas públicas para assegurar cidadania às mulheres. A definição dessas políticas em Santa Catarina, na opinião da deputada Ada, poderia ser amparada por um estudo ou pesquisa sobre a situação socioeconômica das mulheres no estado, ação que a parlamentar sugeriu que seja realizada pela Coordenadoria Estadual da Mulher.

O trabalho conjunto dos conselhos e das coordenadorias que atuam em prol dos direitos das mulheres é essencial para viabilizar “ações firmes e decisivas”, conforme Selma Westphal. “Juntas faremos a diferença”, motivou. Já Vignatti alertou que a bancada feminina e os movimentos de mulheres devem se empenhar no acompanhamento do Plano Plurianual e da Lei Orçamentária, pois essas são as ferramentas para viabilizar recursos e ampliar as políticas de atendimento reivindicadas no encontro.

No que diz respeito ao enfrentamento da violência contra a mulher, as entidades são unânimes ao reclamar a ampliação da estrutura existente, a criação da Defensoria Pública e de juizados especiais. O estado conta com 23 delegacias especiais de atendimento à mulher, 20 instaladas e três em instalação, três casas-abrigo e apenas um centro de referência efetivamente funcionando, dentre seis já criados.

LIVRO - As experiências de profissionais que atuam ou atuaram na 6ª Delegacia de Polícia de Florianópolis são relatadas no livro “Os 25 anos da Delegacia da Mulher de Florianópolis, impasses e perspectivas para a base de pantera”, lançado no hall da Assembleia Legislativa após o encontro promovido pela bancada feminina.

A edição, organizada por Luiz Fernando Neves Córdova, Maria Juracy Filgueiras Toneli, Marilandi do Rocio Teixeira e Caio Ragazzi Paulo Simão, reúne artigos com dados e experiências sobre a atuação dessa que foi a segunda delegacia especializada no atendimento às mulheres a ser criada no Brasil.

“O livro pode fazer com que mais homens e mulheres compreendam que é possível viver em um mundo sem violência”, disse Luiz Fernando. A delegada Lucia Stefanovich, uma das fundadoras da Delegacia da Mulher de Florianópolis, contou que na época foi contra a criação de uma delegacia especializada. “Com o passar dos anos mudei de ideia porque percebi que muitas mulheres fragilizadas pela violência familiar, ao procurar uma delegacia, saíam de lá trituradas pela forma como eram atendidas.”

 

 

Última atualização (Qui, 31 de Março de 2011 19:44)

 
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