Morastoni participa de reunião com representantes dos trabalhadores do Porto de Itajaí
José Isaías Venera
Itajaí, SC - A greve que paralisou o Porto de Itajaí e ganhou repercussão nacional, já que o Porto representa quase 10% do superávit da balança comercial brasileira, motivou a reunião de parlamentares e trabalhadores, na sede do Sindicato dos Conferentes de Carga e Descarga nos Portos de Itajaí e Florianópolis.
A situação é crítica, comentou o deputado Volnei Morastoni, que esteve reunido com dirigentes sindicais dos trabalhadores dos vários setores do porto: conferentes, vigias e estivadores. Participaram também da reunião o deputado federal Décio Lima e o vereador Níkolas Reis.
A reunião aconteceu após a coletiva com a imprensa promovida pela APM Terminals, arrendatária do berço 1 do Porto de Itajaí, quando informou aos meios de comunicação que entregou uma proposta de negociação para os Conferentes. No entanto, Laerte Miranda Filho, presidente do sindicato dos Conferentes, desmentiu a afirmação de que a proposta havia sido encaminhada.
O movimento de greve liderado pelos Conferentes, categoria ligada aos Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs), iniciou no dia 27 do mês passado. Uma semana sem movimentação de containers no Porto de Itajaí, os prejuízos para a economia local se acumulam. Estima-se de que o Porto deixou de arrecadar neste período R$ 14 milhões.
Pela dimensão que a greve passou a ter, afetando a toda economia da cidade, Volnei Morastoni questionou a omissão dos governantes do município que, segundo ele, já deveriam ter feito uma intervenção, sendo que o porto é municipal. “A omissão deles é por estar, sempre, no lado patronal”, afirmou. O parlamentar entende que o governo municipal tem atribuições nesse processo e os dirigentes sindicais precisariam registrar o que seria dever do município, além de pontuar os itens do contrato entre o Porto e a APM que não estão sendo cumpridos.
Os deputados Volnei e Décio conversaram com os trabalhadores no sentido de mostrar que desde a lei de modernização dos portos, de 1993, iniciou também esse processo que visa a precarização dos direitos dos trabalhadores.
A próxima tentativa para resolver o impasse está marcada para segunda-feira (07), na audiência com o juiz Ricardo Córdova Diniz, da 3ª Vara do Trabalho de Itajaí. A posição dos parlamentares é de que não havendo acordo, o Ministério Público do Trabalho chame as partes envolvidas para revolver o impasse.
Última atualização (Sáb, 05 de Novembro de 2011 17:58)



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