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COLUNAS

Patrimônio Público, por Maria Olivia O. F. Torres
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Publicado em Jul 15, 2010

Com algum tempo de experiência no Setor Publico já observei situações diversas sobre a irresponsabilidade no uso de bens móveis ou imóveis que pertencem ao povo.

Por pertencerem ao povo, cria-se a idéia de que ao mesmo tempo em que somos donos, o patrimônio não é de ninguém. Idéia totalmente equivocada, pois se vem do povo o dinheiro que custeia esses bens, é o nosso bolso que paga a conta.

Alguns funcionários públicos se negam a assumir a responsabilidade sobre os bens dos quais fazem uso, sendo de uma incoerência total e absoluta, pois ao mesmo tempo em que se sentem donos daquilo que utilizam, assumindo sentimentos de posse do tipo: “Este é meu computador”, chegam ao egoísmo extremo de não ceder bens que não lhe são úteis e que poderiam beneficiar outros setores. Mas, quando questionados sobre sua responsabilidade sobre os bens, certamente este prontamente atribuirá a outros a causa de danos ou avarias.

Outro fato que em muitas empresas públicas se torna corriqueiro é a facilidade em que se realizam compras, aquisições, sem estudo de tempo e necessidade, local de armazenamento ou qualquer coisa que o valha, questões que são fundamentais e que sustentam o ato que acontecerá após a compra do que foi solicitado.

Como geralmente em empresas públicas a gestão é feita por cargos de confiança, assumidos por indicações políticas, nem sempre as informações fluem e muita coisa se perde nesses processos de trocas e mudanças de gestores.

Em cursos de capacitação dos quais participei percebo o quanto o Setor que Gerencia o Patrimônio móvel e imóvel das empresas públicas é desvalorizado. O que se prioriza na administração pública são aqueles setores considerados “importantes”, ou seja, quem faz as compras, quem efetua o pagamento, mas eu coloco aqui uma pergunta: - Após a compra e o pagamento ao fornecedor, o processo se acaba? Lógico que não, começa ai um processo muitas vezes difícil e pouco valorizado que é o realizado pelos setores que recebem o que foi adquirido, sejam eles materiais de consumo, permanentes, obras ou serviços, atingindo assim o objeto principal da empresa, que geralmente no caso de empresas públicas, são serviços de atendimento às necessidades da população.

Maria Olivia O. F. Torres
Graduada em Tecnologia em Processos Gerenciais





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