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Na manhã deste domingo (6), por volta de 8 horas, a guarnição do Posto 1 de Guarda-Vidas foi acionada por populares para atendimento de ocorrência envolvendo um cão de pequeno porte que teria caído em uma galeria subterrânea de macrodrenagem.
De imediato, deslocaram-se para o local os Guarda-Vidas e o Coordenador de Praia, com o emprego da quadriciclo AQE-95.
Ao chegarem, constataram tratar-se de uma galeria com presença de água, de difícil acesso, com uma abertura na areia de aproximadamente 1 m², por onde o animal havia caído, situada a cerca de 3 metros de altura em relação ao solo.
O Guarda-Vidas Civil Gustavo Flores adentrou a galeria para realizar uma avaliação inicial, constatando profundidade aproximada de 1,70 m e a presença de leve correnteza no sentido sul.
Inicialmente, não foi possível visualizar o animal, porém era possível ouvi-lo deslocando-se e afastando-se do ponto de acesso, acompanhando o sentido da correnteza.
Na sequência, a guarnição do ABTR-241 chegou ao local e disponibilizou duas lanternas, que foram utilizadas pelo Cb BM Bruno, o qual também adentrou a galeria para auxiliar nas buscas.
Devidamente equipados, os dois Guarda-Vidas iniciaram o deslocamento pela galeria, acompanhando o sentido da correnteza.
Após aproximadamente 10 minutos de busca, já sem contato visual ou auditivo com o animal, este foi localizado a cerca de 60 metros do acesso principal.
O animal encontrava-se fadigado, realizando movimentos de baixa intensidade, consciente e apresentando dificuldade respiratória.
De imediato, foi realizado o seu reboque até o ponto de acesso à galeria. Com o auxílio da escada disponibilizada pela guarnição do ABTR-241, os Guarda-Vidas conseguiram retirar o animal do interior da galeria com maior segurança e facilidade.
Em uma segunda avaliação, constatou-se que o animal não conseguia permanecer em pé e apresentava tremores intensos.
Com auxílio dos demais Guarda-Vidas, de populares e da proprietária, foram realizadas medidas para secagem e aquecimento do animal. Após alguns minutos, apresentou melhora do quadro geral.
A proprietária, que se identificou como Médica Veterinária, informou que conduziria o animal para avaliação no Hospital Pet mais próximo, sendo o deslocamento realizado por ela e populares.
Após a retirada do animal, os Guarda-Vidas refizeram o isolamento do ponto de acesso à galeria, visando evitar novos acidentes.
NOTA OFICIAL - Após o registro da ocorrência, a Prefeitura de Balneário Camboriú se manifestou sobre o acidente,
"A Prefeitura de Balneário Camboriú tomou conhecimento da ocorrência registrada na manhã deste domingo (6), em que um cão caiu em uma abertura da galeria de macrodrenagem na faixa de areia da Praia Central. Diante do ocorrido, a Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano entrou imediatamente em contato com a empresa responsável pela execução da obra, que já tomou as providências necessárias para reforçar a segurança das áreas que ainda permanecem em intervenção.
Todas as caixas de inspeção já foram devidamente fechadas. Resta apenas uma abertura na altura da Rua 1131. Devido ao tamanho, a empresa responsável se comprometeu a instalar a tampa na terça-feira (8). Até a instalação, o local recebeu reforço na sinalização.A empresa já havia sido formalmente comunicada para concluir os serviços remanescentes, incluindo a execução dos poços de visita, a retirada do canteiro, a limpeza e a finalização das frentes de trabalho.
Em reunião realizada em 23 de julho, havia sido estabelecido o prazo de 14 de agosto para a conclusão dos serviços. Como o prazo não foi cumprido, a Prefeitura reiterou a cobrança em 18 de agosto e estabeleceu novo prazo. Até o momento, porém, as pendências não foram integralmente solucionadas. Diante dos descumprimentos, o Município já adotou as medidas administrativas cabíveis para a penalização da empresa.
A Prefeitura considera inadmissível a permanência de serviços inacabados além dos prazos determinados e reforça que a segurança da população e dos usuários da Praia Central é prioridade. O Município seguirá cobrando a regularização dos locais e a responsabilização contratual da empresa executora.
A Prefeitura reforça que a população deve respeitar as barreiras de segurança, que têm a função de impedir o acesso às áreas de intervenção e proteger a população. Essas estruturas não devem ser rompidas, removidas ou danificadas. A violação ou depredação das barreiras, além de colocar pessoas e animais em risco, pode gerar responsabilização.
No local da ocorrência desta manhã, a área estava isolada e sinalizada com cercamento do tipo cerquite, sem acesso liberado ao público. Ainda assim, diante do ocorrido, a Prefeitura determinou o reforço do fechamento das áreas de intervenção remanescentes na faixa de areia, com o objetivo de ampliar a segurança no local."
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