O seminário interinstitucional “Protocolos de Gênero na Justiça e na Segurança Pública”, promovido pelo Superior Tribunal Militar (STM) em parceria com a Associação Brasileira das Mulheres de Carreira Jurídica (ABMCJ) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), contou com a presença da deputada feminista Carolline Sardá (PSOL).
A programação do evento, que foi realizado no auditório do STM, em Brasília, na última quarta-feira, marcou os 20 anos da Lei Maria da Penha, os 5 anos da Lei Mariana Ferrer e os 5 anos do Protocolo de Julgamento com Perspectiva de Gênero do CNJ.
Além dos debates sobre essas leis importantes relacionadas à promoção dos direitos das mulheres, também foi lançado o Portal dos Protocolos de Julgamento e Instrução com Perspectiva de Gênero e suas Interseccionalidades.
A parlamentar catarinense participou do evento a convite da Ministra Maria Elizabeth Rocha, primeira mulher nomeada para o cargo de ministra do STM e a primeira mulher a assumir a presidência do tribunal em 206 anos.
Carolline Sardá e Mari Ferrer (Foto: Isabelly Victoria Freire de Sousa - @eu_isavics)Mari Ferrer - Em suas redes sociais, a deputada contou que conheceu Mariana Ferrer pessoalmente, com quem tem um diálogo, através da internet, há algum tempo. “Todo mundo conhece a história dela, que foi revitimizada num julgamento de violência sexual que mobilizou o Brasil inteiro e resultou na Lei Mariana Ferrer, que protege mulheres de serem humilhadas ao denunciar. Uma vitória de quem sobrevive, pra quem sobrevive”, enfatizou Sardá.
Entre os encontros no evento, a deputada também destacou o diálogo com a advogada criminalista Fayda Belo: “é uma referência para mim, desde que comecei a falar de direito das mulheres nas redes. Aprendi repertório e treinei muita oratória ouvindo ela falar”.
Advogada criminalista Fayda Belo é deputada Carolline Sardá (Foto: Isabelly Victoria Freire de Sousa - @eu_isavics)Banco Vermelho - Na sede do STM, Carolline Sardá também participou da instalação do Banco Vermelho, em adesão à Campanha Global de Combate ao Feminicídio. O Banco Vermelho “é uma homenagem à Rafaela Drumond, servidora que denunciou assédio moral na Polícia Civil de Minas Gerais e tirou a própria vida, em 2023. O pai dela, Aldair Drumond, fundou o Instituto Rafaela Drummond, que hoje acolhe vítimas de assédio moral e sexual”, lembrou a parlamentar. A iniciativa busca ampliar a conscientização sobre a violência contra as mulheres e reforçar a importância da prevenção e do enfrentamento ao feminicídio. Deputada Carolline Sardá e a assessora jurídica Caroline Santana Figueredo com a advogada Fayda Belo (Foto: Isabelly Victoria Freire de Sousa - @eu_isavics)
FONTE/CRÉDITOS: Assessoria de Imprensa/Linete Martins
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