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Nesta terça-feira (13) é celebrado o Dia Nacional do Fisioterapeuta e Terapeuta Ocupacional, profissionais responsáveis por ajudar na reabilitação de pacientes com lesões e traumas. Em Balneário Camboriú, há um espaço especializado para oferecer este tipo de atendimento: o Centro de Fisioterapia e Reabilitação (Cefir).
Além do Cefir, os serviços também se estendem para Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Núcleos e Postos de Atenção, com atendimento desde crianças até idosos.
A coordenadora do Centro de Fisioterapia, Marilia Scholtz, comenta que apenas neste ano, foram registrados 28,8 mil agendamentos no Cefir. Com mais de 18 anos de história, o local conta com profissionais especializados e capacitados para atender a comunidade.
“A fisioterapia é muito importante na qualidade de vida do paciente, principalmente para aquele que fez uma cirurgia e precisa passar por uma reabilitação, para voltar a andar, ganhar mobilidade no joelho, no ombro, em qualquer articulação do corpo. Trabalhamos também com pacientes que sofrem com dores crônicas, além de promover a educação em saúde, destacando a importância da atividade física na vida das pessoas”, disse.
No Cefir, há profissionais que atuam em especialidades como traumato-ortopédica, que trabalha tanto com reabilitação pós-cirúrgica quanto com dores crônicas. Há também terapia neurofuncional, que engloba todas as doenças neurológicas como acidente vascular cerebral (AVC), parkinson, polineuropatia e paralisia facial.
“Nós temos também a fisioterapia cardiorrespiratória, que trabalha tanto com pós-operatórios cardíacos quanto com a questão respiratória. Contamos ainda com a fisioterapia uroginecológica, que trabalha principalmente com incontinência urinária”, completou Marilia.
O Centro também trabalha com terapias integrativas, como acupuntura, que promovem uma qualidade de vida em geral.
O papel da fisioterapia na reabilitação - Para o fisioterapeuta Pedro Silvelo Franco, que atua no Município há três anos, os serviços públicos de fisioterapia são indispensáveis, e trazem mais qualidade de vida para os pacientes que necessitam do atendimento.
“Eu vejo meu trabalho como uma missão de vida. É preciso ter esse olhar e escuta sensível, acolher bem as pessoas que vêm até aqui com dor ou que precisam passar por uma reabilitação após intervenção cirúrgica. É gratificante poder acompanhar a evolução de cada paciente, que consegue voltar a executar as atividades do dia a dia. Ele volta a subir uma escada, descer uma rampa, consegue pegar um objeto na estante, são coisas que, para muitas pessoas, é algo simples, mas que, para quem precisa habilitar, para devolver esse movimento, é gratificante”, comentou.
Além do Cefir, Pedro já atuou no Núcleo de Atenção ao Idoso (NAI) e também realiza atendimentos na UBS Vila Real.
“Hoje, no Cefir, atuo com a reabilitação, propriamente dita, voltada à traumato ortopedia, e na Vila Real, realizo aqueles cuidados voltados à prevenção das doenças, dos agravos, e também da promoção de saúde. Na Unidade Básica, o fisioterapeuta vai triar, acolher aquele paciente,para também ver se ele precisa vir para o setor especializado, no caso o Cefir ou NAI”, explicou.
Para a paciente do Cefir, Priscila Oliveira Reis, moradora do Bairro Pioneiros, o serviço oferecido pela Secretaria de Saúde é de qualidade.
“Eu tenho fibromialgia, então possuo algumas dores no ombro, joelhos, pés e lombar. Além da fisioterapia, também faço a acupuntura aqui, e é maravilhoso o atendimento, principalmente a parte do alongamento, que ajuda muito no meu dia a dia”, disse.
Priscila ainda ressalta que os profissionais são atenciosos, que conseguem ter um olhar carinhoso para suas necessidades. “Eles entendem que tem dias que estou com muita dor, e vão especificamente nela para resolver. Parece que tiram essa dor com a mão, é algo muito bom”, completou.
A terapia ocupacional na promoção da autonomia - Terapeuta Ocupacional (TO) da rede municipal há 16 anos, Fernanda Vieira Werner desenvolve um importante papel no resgate da autonomia dos pacientes.
“A terapia ocupacional é uma profissão que busca promover a independência e a qualidade de vida de cada paciente, ajudando as pessoas a desenvolver, recuperar ou manter habilidades necessárias para realizar as atividades do dia-a-dia, como alimentar-se, tomar banho, vestir-se e cuidar da casa”, explicou.
Fernanda, além do Cefir, também atua no atendimento de crianças no Posto de Atenção Infantil (PAI), sempre respeitando as necessidades, limites e potencialidades de cada paciente.
“Eu me apaixonei pela Terapia Ocupacional justamente porque ela possibilita a ter um olhar de forma integral para cada pessoa, de compreendê-la e conhecer sua história. O terapeuta ocupacional não trata apenas a doença ou os sintomas, o nosso trabalho vai além da reabilitação, ele busca tornar as atividades do dia a dia mais acessíveis e significativas para cada paciente que precisa da nossa atuação”, comentou.
A profissional ressalta ainda que o TO trabalha com os sonhos das pessoas e de suas famílias, e pequenas adaptações já fazem uma grande diferença. “Às vezes eles perdem muitas funções, mas a gente trabalha com o paciente sempre pensando em qual função ele quer adquirir, voltar e realizar, como lavar uma louça, levar o talher até a boca, conseguir se lavar. São pequenas coisas que fazem diferença na rotina”, disse.
Investimentos - A Secretaria de Saúde tem realizado importantes investimentos com a aquisição de novos equipamentos, Neste ano, o Cefir passou a contar com o New Miotool, ferramenta de avaliação muscular que utiliza eletromiografia e biofeedback para analisar de forma objetiva como os músculos estão funcionando durante o repouso e o movimento.
Além do New Miotool, foram recebidos equipamentos de laserterapia. A aquisição de 20 unidades foi feita com recursos próprios do município, sendo destinado para a Atenção Básica. Também foram recebidos outros seis aparelhos de ultrassom terapêutico enviados pelo Novo Programa de Aceleração ao Crescimento (PAC).
O laser e o ultrassom são recursos frequentemente utilizados na fisioterapia para complementar o tratamento de diversas condições musculoesqueléticas. Eles não substituem exercícios terapêuticos ou outras abordagens, mas podem ajudar em objetivos específicos.
As evidências científicas mostram que os resultados do laser e do ultrassom podem variar conforme a condição tratada, os parâmetros utilizados e as características do paciente. Atualmente, muitos fisioterapeutas consideram os exercícios terapêuticos, a educação do paciente e o treinamento funcional como os pilares do tratamento, utilizando esses equipamentos como recursos complementares quando indicados.
Em resumo, o laser e o ultrassom são importantes por poderem ajudar no controle da dor, na redução da inflamação e na recuperação dos tecidos, mas geralmente apresentam melhores resultados quando associados a um plano completo de fisioterapia.





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