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Uma árvore originária de outras regiões do mundo, que encontrou no Sul do Brasil condições favoráveis de cultivo e se transformou em matéria-prima para uma infinidade de produtos. Em 2026, o pinus completa 120 anos de história no país, com Santa Catarina ocupando um lugar de destaque nessa trajetória. O estado possui a maior área plantada da espécie no Brasil, com cerca de 714 mil hectares, segundo o mais recente Anuário Estatístico de Base Florestal da Associação Catarinense de Empresas Florestais (ACR), com dados de 2024.
Mas a presença do pinus vai muito além das florestas e das serrarias. Ele está na fabricação de móveis, portas, pisos, livros, embalagens e produtos de higiene. Seus derivados também são utilizados em tintas, cosméticos e medicamentos. Até produtos como a goma de mascar podem conter ingredientes obtidos a partir da resina dessa árvore.
A variedade de aplicações é resultado de décadas de pesquisa, melhoramento genético e desenvolvimento industrial. "Espécies como Pinus taeda e Pinus elliottii encontraram condições favoráveis no Sul do país, permitindo o crescimento de uma cadeia produtiva que reúne desde produtores rurais até indústrias de alta tecnologia. São milhares de empregos e uma presença marcante na economia catarinense", destaca o presidente da ACR, Jose Mario Ferreira.
Santa Catarina como protagonista - Atualmente, o Sul concentra cerca de 89% dos plantios brasileiros de pinus, o equivalente a aproximadamente 1,7 milhão de hectares. Santa Catarina lidera em área cultivada, seguida de perto pelo Paraná e, depois, pelo Rio Grande do Sul.
A relevância econômica vai além do cultivo da árvore. Considerando os diferentes segmentos da cadeia florestal catarinense, que inclui também outras espécies, são estimados 103,3 mil postos de trabalho e 11,4 mil empresas espalhadas pelas diferentes regiões do estado. Os ganhos de produtividade também ajudam a explicar o desenvolvimento do setor. Conforme o anuário da ACR, as empresas associadas registraram produtividade média de 35,3 metros cúbicos de pinus por hectare ao ano em 2024, índice superior à média nacional. A combinação entre condições climáticas, pesquisas e técnicas de manejo contribui para esses resultados.
Desde 1906 - Um dos primeiros registros científicos da introdução do pinus no Brasil remonta 1906, quando Albert Löfgren publicou um trabalho sobre espécies cultivadas no Horto Florestal de São Paulo. Décadas depois, a expansão comercial dos plantios contribuiu para o desenvolvimento de diferentes segmentos da indústria nacional.
Para marcar os 120 anos dessa trajetória, entidades do setor florestal lançaram uma campanha nacional que apresenta a história da árvore, suas aplicações e seu papel na economia brasileira. A iniciativa reúne a ACR, a Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (Apre Florestas), a Associação Gaúcha de Empresas Florestais (Ageflor) e a Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci).
A importância econômica do pinus também exige atenção ao manejo ambiental. Por se tratar de espécies exóticas, seu cultivo deve observar normas destinadas a evitar a dispersão para ambientes naturais. Em Santa Catarina, a regulamentação estadual estabelece que o plantio seja destinado à produção florestal, com áreas delimitadas e medidas de prevenção e controle da dispersão.
A campanha dos 120 anos destaca a contribuição das florestas plantadas para o fornecimento de matérias-primas renováveis, o desenvolvimento regional e a substituição de materiais de origem não renovável em determinadas aplicações. Mais informações sobre a campanha: www.pinus120anos.com.br/acr
ACR
Site: www.acr.org.br
Instagram: @acr_florestas




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