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A Empresa Municipal de Água e Saneamento de Balneário Camboriú (Emasa) concluiu a primeira etapa do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) nº 001/2026, voltado à identificação de soluções tecnológicas para o pós-tratamento, valorização e destinação final do lodo gerado na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Nova Esperança. O resultado, publicado nesta quarta-feira (23), habilitou quatro empresas para a próxima fase do procedimento.
As empresas habilitadas são Ello Serviços, Obras e Participações Ltda., Bender Inovações Tecnológicas Ltda., Proactiva Meio Ambiente Brasil Ltda. e Vale Compostagem e Produção de Fertilizantes Orgânicos Ltda. Todas atenderam aos requisitos estabelecidos no edital, após análise da documentação apresentada pela Comissão responsável pelo procedimento.
Nesta primeira etapa, foram avaliadas a experiência e a capacidade técnica das empresas, a atuação em projetos relacionados ao tratamento, valorização, reaproveitamento ou destinação de lodo e a qualificação das equipes indicadas para o desenvolvimento dos estudos.
Com a publicação do ato de habilitação, começa a contar o prazo de 180 dias corridos para que as quatro empresas desenvolvam e apresentem suas propostas.
O chamamento busca identificar alternativas que contribuam para a eficiência econômica e a sustentabilidade na gestão do lodo produzido na ETE Nova Esperança. Entre os objetivos estão a redução ou eliminação dos custos de transporte e destinação final e a possibilidade de transformar o material em subprodutos com valor agregado, seguindo os princípios da economia circular.
Para o diretor-presidente da Emasa, Auri Pavoni, o chamamento representa mais uma iniciativa da autarquia para modernizar seus processos e buscar soluções sustentáveis para o saneamento de Balneário Camboriú.
“Estamos buscando alternativas que permitam avançar na gestão do lodo, com responsabilidade ambiental e eficiência na aplicação dos recursos públicos. Queremos conhecer tecnologias que possam reduzir nossos custos e, ao mesmo tempo, transformar um resíduo do tratamento de esgoto em um material que possa ser reaproveitado. É um trabalho que exige planejamento e uma avaliação criteriosa para que possamos identificar as soluções mais adequadas à realidade da Emasa”, destaca.
Segundo o diretor técnico da Emasa, Pedro Crestani, a avaliação das propostas levará em consideração não apenas a tecnologia apresentada, mas também sua aplicação à realidade operacional da estação.
“A solução precisa ser tecnicamente viável e estar integrada à estrutura existente da ETE. Vamos avaliar as necessidades de implantação, os custos de operação, a eficiência do tratamento e as condições ambientais para o aproveitamento ou a destinação do material. O objetivo é identificar alternativas que ofereçam segurança operacional e sustentabilidade econômica ao sistema”, explica.
Além da solução tecnológica, os estudos deverão contemplar a viabilidade técnica, econômica e ambiental, os investimentos necessários, os custos operacionais e a modelagem jurídica e contratual para uma eventual implantação.
Próximas etapas - Após a entrega dos estudos, as propostas passarão por uma nova avaliação da Comissão responsável pelo PMI, conforme os critérios estabelecidos no edital.
A habilitação das quatro empresas autoriza exclusivamente o desenvolvimento e a apresentação dos estudos. A conclusão desta etapa não representa a escolha de uma solução tecnológica nem a contratação das empresas participantes.
O resultado do chamamento permitirá à autarquia avaliar diferentes alternativas para o tratamento, a valorização e a destinação do lodo, considerando os benefícios ambientais, a viabilidade econômica e as necessidades operacionais da ETE Nova Esperança
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