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Quarta-feira, 19 de Agosto 2026
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Joinvilense busca na Justiça acesso ao uso compassivo da Polilaminina

Paciente sofreu lesão cervical após queda de moto durante prática de motocross e está internado há quase 80 dias em uma UTI

Joinvilense busca na Justiça acesso ao uso compassivo da Polilaminina
Divulgação
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O joinvilense Pedro Ivo Souza Ledoux Júnior, 33 anos, segue na luta para ter seu caso avaliado para o uso compassivo da Polilaminina, substância experimental que vem sendo estudada como alternativa para pacientes com lesões da medula espinhal. Pedro sofreu uma queda durante a prática de motocross, no dia 2 de junho, e teve múltiplas lesões, sendo a mais grave na região da quarta vértebra cervical (C4), provocando tetraplegia e comprometimento do sistema respiratório.

Logo após o acidente, a família, que já conhecia as pesquisas envolvendo a Polilaminina, buscou na Justiça o acesso ao tratamento. No processo, o laboratório Cristália, responsável pelo desenvolvimento e fornecimento da substância, e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) são réus.

A defesa de Pedro não pede que a Justiça reconheça antecipadamente a eficácia ou a segurança da Polilaminina. O objetivo é que o caso seja submetido à análise individual da Cristália e da Anvisa por meio do Programa de Uso Compassivo, considerando a condição clínica do paciente, a gravidade da lesão, a ausência de alternativa terapêutica e a relação entre possíveis benefícios e riscos.

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Pedro é marinheiro, casado e pai de uma menina de cinco anos. Mesmo internado há quase 80 dias na UTI do Centro Hospitalar Unimed, em Joinville, ele permanece consciente e acompanha a luta da família pelo tratamento.

Joinvilense busca na Justiça acesso ao uso compassivo da Polilaminina
Joinvilense busca na Justiça acesso ao uso compassivo da Polilaminina
“Antes mesmo do acidente, já tinha acompanhado na imprensa os efeitos positivos em pacientes que receberam o medicamento. Tenho ciência de que a Polilaminina ainda está em fase de estudos, mas também sei que a aplicação em pacientes fora da janela de 72 horas após a lesão pode apresentar um potencial terapêutico menor, sem que isso signifique, por si só, que o procedimento seja prejudicial. Essa é a esperança que tenho de ter uma vida normal novamente”, afirma Pedro.

A discussão sobre as 72 horas é um dos principais pontos do processo. Segundo a defesa, esse período integra o protocolo do estudo clínico de Fase I e não deveria ser automaticamente transportado para o Programa de Uso Compassivo, que prevê avaliação individualizada de cada paciente. A réplica apresentada pela defesa também destaca declaração da pesquisadora responsável pelo desenvolvimento da Polilaminina, segundo a qual a aplicação após esse período não gera, por si só, risco adicional ao paciente, embora possa haver redução do potencial de benefício.

A Cristália não apresentou contestação ou parecer técnico específico sobre o caso de Pedro. Para a defesa, isso reforça a necessidade de que o caso seja efetivamente submetido à análise individual prevista no Programa de Uso Compassivo.

A defesa aguarda agora a decisão da Justiça. Entre os pedidos apresentados, está a determinação para que a Cristália protocole junto à Anvisa o pedido de uso compassivo em favor de Pedro e para que a agência faça uma análise formal, prioritária e individualizada do caso. Somente após eventual autorização da Anvisa é que a disponibilização da Polilaminina seria determinada.

A réplica foi apresentada à Justiça Federal em 14 de agosto. A família espera que o caso seja analisado com urgência, diante da natureza da lesão e da importância do fator temporal para o potencial terapêutico discutido no processo.

Joinvilense busca na Justiça acesso ao uso compassivo da Polilaminina
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FONTE/CRÉDITOS: Assessoria

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