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Domingo, 15 de Fevereiro de 2026

Notícias/Segurança Pública

Ministério Público denuncia vice-prefeito de Lages por danificar patrimônio público e ter mantido ex-namorada em cárcere privado

Segundo a denúncia, ele teria furado o pneu de um carro pertencente ao Município com um prego.

Ministério Público denuncia vice-prefeito de Lages por danificar patrimônio público e ter mantido ex-namorada em cárcere privado
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O vice-prefeito de Lages, Jair Junior (ex-Podemos), foi denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por furar o pneu de um carro oficial com um prego no pátio da Prefeitura Municipal e passou a responder a mais uma ação penal. Ele já era réu por supostamente ter cometido violência contra mulher e agora também é acusado de danificar um patrimônio público. 

O fato teria ocorrido em 20 de abril de 2025. Naquele domingo de Páscoa, ele teria entrado na Prefeitura de Lages, se dirigido até o estacionamento e cravado o prego em um dos pneus de um carro pertencente ao Município.

Segundo consta nos autos, o agente político teria sido a única pessoa flagrada pelas câmeras de videomonitoramento circulando pelo local naquele dia, o que reforça a possível autoria. 

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A 11ª Promotora de Justiça da Comarca de Lages afirma que esse tipo de conduta revela desrespeito às instituições públicas e ao patrimônio. “A resposta da Justiça deve ser proporcional à gravidade dos fatos, reafirmando que atos dessa natureza não serão tolerados”, declarou. 

O crime atribuído ao agente político está tipificado no artigo 163, inciso III, do Código Penal, ou seja, “destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia”, qualificado por se tratar de um patrimônio público, e prevê penas de multa e detenção. 

VIOLÊNCIA - O inquérito anexado revela uma sequência de episódios graves que vão além de uma disputa política ou institucional. Os autos descrevem uma situação de violência doméstica marcada por medo, agressões, ameaça real à vida e humilhação extrema.

Segundo o MPSC, os fatos teriam ocorrido após o fim do relacionamento. A vítima, cuja identidade é preservada, teria aceitado conversar com o acusado para deixar claro que não pretendia retomar a relação. A conversa, no entanto, tomou outro rumo.

Conforme a denúncia, a mulher foi levada contra a vontade para uma residência, onde teve a liberdade restringida. Portas foram trancadas, o celular foi tomado e ela ficou impedida de sair ou pedir ajuda. Durante horas, a vítima foi submetida a agressões físicas, ameaças constantes e violência psicológica.

Os relatos do processo apontam que, em momentos críticos, a vítima passou por uma situação de humilhação profunda. Com medo de ser morta, ela ficou de joelhos, implorando para que o agressor a deixasse sair com vida. 

Ainda segundo os autos, para conseguir ser liberada, precisou prometer que não o denunciaria e que manteria o relacionamento. Somente após esse apelo desesperado foi autorizada a deixar o local.

Laudos periciais anexados ao processo confirmam lesões compatíveis com agressões relatadas durante o período em que a vítima esteve sob domínio do acusado. O MPSC descreve ainda tentativas de silenciamento, incluindo episódios de sufocamento e estratégias para impedir que pedidos de socorro fossem ouvidos.

FONTE/CRÉDITOS: Da Redação, com informações da Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC - Correspondente Regional em Lages
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