Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰
A Iceport, câmara frigorífica da Portonave, em Navegantes (SC), garantiu no fim de agosto a continuidade da habilitação para armazenar e expedir proteína animal destinada ao México. A autorização, agora válida até 2028, traz uma novidade: a inclusão da carne bovina, que amplia as alternativas de mercado para os exportadores atendidos pelo Terminal.
O novo escopo conecta o complexo portuário de Navegantes a um dos mercados mais estratégicos e aquecidos do agronegócio brasileiro. Atualmente, o México figura como o segundo maior destino da carne bovina nacional, destacando-se como o comprador que mais cresce. Em 2025, o país importou 118 mil toneladas da proteína brasileira – um salto de 156% em volume na comparação com o ano anterior –, gerando receita de US$ 645,4 milhões, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). O cenário geral também segue aquecido. No acumulado de janeiro a julho de 2026, as exportações brasileiras de carne bovina somaram 1,97 milhão de toneladas, com crescimento de 9,9% e receita recorde de US$ 11,4 bilhões.
Aval de dois governos - A renovação depende de autoridades dos dois países. O Senasica, Serviço Nacional de Sanidade, Inocuidade e Qualidade Agroalimentar do México, realiza auditorias presenciais nos estabelecimentos interessados. Após a aprovação, o órgão comunica oficialmente o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que registra a habilitação no Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal (Sigsif). A partir desse registro, os produtos destinados ao mercado mexicano podem ser armazenados e expedidos pelo entreposto habilitado. Nessas missões internacionais, as autoridades estrangeiras avaliam também os procedimentos do próprio Mapa, o que valida a confiabilidade do sistema de inspeção brasileiro como um todo.
A empresa não precisou de adaptações relevantes para renovar a habilitação. O desafio consistiu em demonstrar a conformidade dos controles já existentes de armazenagem, rastreabilidade e gestão sanitária. Essa maturidade tem reconhecimento internacional: a câmara frigorífica da Portonave foi a unidade modelo durante a missão do Reino Unido relacionada ao Brexit. A renovação também confirma a consistência dos processos após um período de desafios globais, como a pandemia, que impactou auditorias e habilitações em diversos países.
Mais opções para o exportador - A busca por novas habilitações e aberturas de mercado é permanente na estratégia da Portonave. O objetivo é ampliar as opções disponíveis aos clientes, com maior capacidade de atendimento, flexibilidade logística e acesso a mais mercados internacionais. A Iceport já possui habilitações para destinos como África do Sul, Argentina, Canadá, Chile, Coreia do Sul, Estados Unidos, União Euroasiática, Hong Kong, Israel, Japão, Paraguai, Reino Unido, União Europeia e Uruguai. Também opera com medicamentos, em espaço projetado exclusivamente para esse fim, e com produtos Halal, em conformidade com os preceitos islâmicos.
Operação em crescimento - Em 2025, a câmara movimentou 284,7 mil toneladas de produtos com temperatura controlada, alta de 12% sobre o ano anterior. Os frangos representaram 60% da movimentação, seguidos por vegetais (25%), carnes bovinas (8%) e suínos (7%). O ritmo se mantém em 2026: no primeiro semestre, a foram 145,7 mil toneladas, crescimento de 12% sobre o mesmo período do ano anterior.
Única câmara frigorífica instalada em um terminal portuário no Brasil, a Iceport opera em sinergia com a Portonave, o que reduz etapas logísticas e garante eficiência nas operações integradas. A estrutura tem 50 mil metros quadrados de área construída, 16 mil posições de pallets, 13 docas e sistema de armazenagem totalmente automatizado, com capacidade de 280 movimentos por hora. A segurança de alimentos é atestada pela certificação FSSC 22000, um dos padrões internacionais mais rigorosos do setor, reconhecido pela Global Food Safety Initiative (GFSI).
Plataforma catarinense de proteína animal - A habilitação reforça o papel de Santa Catarina como plataforma nacional de exportação de proteína animal. As carnes congeladas e derivados lideram a pauta de embarques da Portonave e responderam por 42% do volume exportado pelo Terminal em 2025.
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se