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O Ministério Público Eleitoral (MPE) encaminhou à Polícia Federal (PF) denúncias envolvendo o vereador de Camboriú-SC Élio Sadi Maier (MDB), conhecido como Irmão Maier, por suspeita de compra de votos. Os relatos mencionam possíveis abordagens a eleitores durante o primeiro turno das eleições de 2026 e a distribuição de presentes divulgada em um vídeo nas redes sociais.
O Ministério Público solicitou a verificação dos fatos para apurar se houve oferta de vantagens a eleitores com finalidade eleitoral. Até o momento, as suspeitas não foram comprovadas.
A primeira denúncia foi apresentada em 4 de outubro, data do primeiro turno das eleições gerais. Conforme a representação, o vereador teria sido visto na Rua Lauro Francisco dos Santos, nas proximidades do Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (CAIC), no bairro Monte Alegre, em Camboriú.
O denunciante relatou possíveis abordagens a eleitores e comportamentos que, em sua avaliação, poderiam estar relacionados à obtenção de votos mediante o oferecimento de benefícios.
Entre as medidas solicitadas estão a preservação de imagens de câmeras de segurança, a identificação de testemunhas e a apuração sobre eventual oferta ou entrega de dinheiro, bens ou outras vantagens.
Em despacho assinado no dia 21 de outubro, o Ministério Público Eleitoral informou ter recebido uma nova comunicação, encaminhada pelo Ministério Público Federal (MPF), envolvendo o vereador.
O documento menciona um vídeo publicado nas redes sociais no qual Irmão Maier aparece distribuindo itens chamados de "mimos".
O Ministério Público considera necessário esclarecer quando a gravação foi realizada, quais produtos foram entregues, quem custeou a distribuição e quem recebeu os itens.
A apuração também deverá verificar se houve pedido de voto, referência a candidatos ou alguma relação entre a distribuição dos presentes e a disputa eleitoral.
- A assessoria do vereador informou que, até o momento, ele não recebeu nenhuma comunicação formal, pedido de esclarecimento ou intimação referente ao caso. A assessoria destacou ainda que cabe aos órgãos responsáveis apurar a situação.
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