Sim. Turno único. Em Santa Catarina, o cenário eleitoral aponta nessa direção, onde a convergência de fatores pode encurtar o caminho da eleição majoritária estadual.
De um lado, sem nome para indicar, o PT abraça uma moita de espinhos ao lançar Gelson Merísio, que passeia por vários partidos e não tem cara de nenhum. Foi PFL (1988-2007); DEM (2007-2011); PSD (2011-2019); PSDB (2019-2022); Solidariedade (2022-2026); e agora, no PSB, escorrega de vez no peral da esquerda, ao lado de Ângela Albino, sem chance de competir, mas apenas formar palanque para Lula – que já vem ensaiando álibis para nem concorrer.
Enquanto isso, Flávio Bolsonaro avança, porque ainda ecoam pelo país as frases e os feitos certeiros de seu pai. Não adiantou atar-lhe mãos e pés. O desgoverno petista reforça cada dizer e cada ato de Jair Bolsonaro, que ficaram registrados na consciência e nos anseios da população brasileira.
Em solo catarinense, o vociferante João Rodrigues sonhou com um imbatível "blocão" (PSD-MDB-PP-União), mas esbarra na forte presença do MDB e do PP, que estão alinhados com o governo Jorginho Mello.
Esperidião Amin errou o pulo ao puxar para si o controle partidário, aumentando a resistência de alas importantes. As vagas do Senado devem mesmo ficar com Caroline De Toni e Carlos Bolsonaro, por óbvio alinhamento e afinidade entre Jorginho e Flávio.
Esperidião minguou a força que tinha e talvez encontre uma alternativa coerente e menos desgastante. É inteligente; já perdeu anéis, mas jamais os dedos.
Ao assumir o controle e o protagonismo no PP, Amin causou racha e desconforto com quem ele já contatava, escancarando a divisão interna. De novo, lucra Jorginho.
Meio sem jeito, João Rodrigues (PSD) sai na foto ao lado de Ronaldo Caiado (União), que também deve ficar em terceiro lugar no pleito. Aí, quem sabe, caçando Kassab.
Inaugurando obras e mostrando ações relevantes em todos os cenários, o governador Jorginho Mello mostra um estado rico e bem resolvido, exemplo para o país, e busca a reeleição com alto índice de aprovação e o apoio de expressiva maioria dos prefeitos. "O MDB já tá comigo. O PP tá comigo. O União Brasil tá comigo. O Podemos tá comigo. O Republicanos tá comigo. Só falta o PSD e o PT, que eu não quero. O PT é esquerda. Só falta o PSD resolver se vai de candidatura ou também vai apoiar", Afirmou.
Rodrigues se diz de direita, mas bate em Jorginho e passa pano para Merísio. Precipitado e e vermelho de raiva, vai tingindo sua candidatura que, semelhante à de Lula, corre sério risco de ser retirada em breve. Pois se veem atordoados a cada movimento no tabuleiro.
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