Milei não compareceu.
A seleção argentina, de certa forma, também não.
Aos 39 anos, Messi ainda carregava nos pés o peso de uma despedida anunciada.
Nem um plano de emergência daria jeito. Feito polvo, Emiliano Martínez, com braços de sobra, evitou coisa pior. A rede balançou três vezes. É preciso lembrar, porque o outro arqueiro nem se aqueceu. A posse de bola espanhola revelou coesão, frieza e absoluta fidelidade ao plano de jogo. Como súditos determinados a não decepcionar Sua Majestade. Os hispânicos tem comando.
A valentia dos portenhos apareceu tarde. Depois de noventa minutos de baile, "Los Hermanos" já iam dispensando a compostura. Ficou claro que os espanhóis Ferran.
Nada disso diminui a trajetória de Messi, com seu futebol show. Mas camisa não joga, currículo não dribla e superstição não “infrói nem contribói”.
Milei ficou longe para não dar azar. Ele é mais "rock and roll".
Messi esteve em campo, mas o cerco o escondeu.
Como não relacionar a icônica fotografia em que Messi ia bem ao banhar em um bebê, quando, após dezenove anos, o menino Yamal foi quem deu banho.
E o Brasil? Assistiu de longe. Ainda bem que nossos Ronaldos estavam lá, ao lado de Madonna, exibindo outra ginga brasileira.
Sem graça, essa taça,
Sem essa de hexa.
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