A Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú realizou, nesta segunda-feira (10/8), duas reuniões públicas para apresentação e debate de projetos de autoria da vereadora Ciça Müller (PDT). Os encontros reuniram discussões sobre cultura, turismo, saúde e qualidade de vida, com espaço para a participação e contribuição da comunidade.
O primeiro debate tratou do Projeto de Lei Ordinária nº 112/2026, que propõe o reconhecimento do Carnaval de Balneário Camboriú como Patrimônio Cultural e Turístico de Natureza Imaterial. Durante a reunião, os participantes abordaram a trajetória do Carnaval no município, relembrando a formação e a evolução dos blocos e agremiações que ajudaram a construir a história da festa ao longo dos anos.
Também foram discutidas as características que marcam o Carnaval de Balneário Camboriú, especialmente a ocupação das ruas, a participação dos blocos e a utilização de trios elétricos, bandas e diferentes formações musicais. O debate ressaltou a importância de preservar essa memória e reconhecer o Carnaval como uma manifestação cultural que reúne diferentes gerações e contribui para a identidade do município.
Para Ciça Müller, resgatar essa trajetória é fundamental para compreender a importância da proposta. “A minha relação com essa pauta vem de muitos anos. Em 2006, fui uma das articuladoras do Carnaval de blocos, que na época era chamado de Cambufolia, um evento organizado pelo Roberto Teixeira com apoio da Secretaria de Turismo. Já naquele momento, percebíamos a necessidade de organizar e formalizar juridicamente o Carnaval, justamente para garantir a continuidade e a manutenção do evento no formato que estamos propondo agora. Hoje, estamos dando um passo importante para reconhecer essa história, preservar essa identidade e criar condições para que o Carnaval de Balneário Camboriú continue sendo realizado de forma organizada e sustentável”, destacou Ciça Müller.
Durante o encontro, profissionais que atuam na área compartilharam suas experiências com as práticas integrativas e destacaram a importância de ampliar o conhecimento da população sobre essas terapias. O debate também abordou a necessidade de desmistificar as PICS e ampliar sua compreensão como ferramentas que podem contribuir para a prevenção e a promoção da saúde pública, dentro de uma perspectiva de cuidado integral.
Outro ponto destacado foi o fortalecimento do Centro de Práticas Integrativas, com a proposta de ampliar sua divulgação e aproximar os serviços da população. “Ouvir os profissionais que estão na ponta foi muito importante para esse debate. Eles trouxeram experiências concretas e mostraram como as práticas integrativas podem contribuir para a prevenção e para a qualidade de vida. Precisamos desmistificar essas terapias e ampliar o acesso à informação, sempre com responsabilidade e respeito às diretrizes da saúde pública”, destacou Ciça Müller.
A proposta também contempla a realização da Semana Municipal das PICS, além de ações de educação em saúde, capacitação, participação social e integração com diferentes áreas do município.
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