Nesta quinta-feira (20) é celebrado o Dia Mundial do Mosquito, voltado à conscientização da população sobre os impactos de doenças transmitidas pelos pequenos insetos, como dengue, Zika e chikungunya. Em Balneário Camboriú, a Secretaria de Saúde, por meio da Vigilância Ambiental, realiza uma série de ações de combate aos mosquitos e prevenção de doenças, que resultaram em uma queda significativa de casos no último ano.
Em 2025, a cidade contabilizou 724 casos confirmados de dengue e cinco de chikungunya, sem registro de óbitos. Em 2026, até o momento, apenas 11 casos de dengue foram confirmados e nenhum de chikungunya. Também não há registro de mortes relacionadas às doenças.
Os números seguem em baixa após a cidade enfrentar uma epidemia de dengue entre 2023 e 2024, quando totalizou 11 mil casos confirmados e 13 mortes no período.
A aquisição de novos equipamentos e tecnologias, além do reforço das equipes em campo, são alguns dos pontos que contribuíram para a redução significativa dos índices na cidade.
“Intensificamos as ações de campo, com visitas domiciliares, e também implementamos uma nova rede de armadilhas para monitoramento do município. Adquirimos o inseticida Fludora Co-Max, que é compatível com o nosso minigerador, e utilizamos em áreas onde houve um aumento no número de casos confirmados e/ou suspeitos”, destacou a secretária de Saúde, Aline Leal.
O departamento também passou a contar com 22 novas motos, bem como uma van, três caminhonetes com cabine dupla e um carro com sete lugares para o transporte da equipe em campo.
“Nós também recebemos investimentos em necessidades básicas, como móveis novos, estrutura digna para a nossa equipe, computadores, EPIs, novos uniformes, bolsas, melhor estruturação e planejamento dos espaços do departamento, criando um local específico para a equipe realizar o intervalo também. Adquirimos um novo drone e agora contamos com dois desses equipamentos no total. Também conseguimos dois estereoscópios novos para o laboratório de análises amostrais, bem como investimos na capacitação das equipes”, destacou o diretor da Vigilância Ambiental, David Cruz.
Conscientização e trabalho em campo - As equipes da Vigilância Ambiental desempenham um importante papel para manter a cidade livre de doenças como a dengue. Entre os trabalhos realizados estão as visitas domiciliares, inspeções em armadilhas e pontos estratégicos no município, aplicações de inseticida e larvicida quando necessário e o mapeamento de todos os imóveis do município, abrangendo 100% do território.
As equipes ainda realizam análises internas de laboratório das amostras coletadas e ações educativas em unidades de saúde, escolas e comércios parceiros. Também são realizados mutirões com o objetivo de eliminar mecanicamente possíveis depósitos de vetores, além da identificação de denúncias oriundas dos canais de ouvidoria do município e de denúncias internas identificadas pela equipe.
“Ter um departamento de Vigilância Ambiental no município é fundamental para que possamos manter a cidade livre das arboviroses. A população desconhece muitos detalhes que, com a devida orientação da equipe e seu trabalho intenso em campo, fazem a diferença para que possamos manter sob controle as doenças presentes em nossa região”, destacou David.
A Vigilância Ambiental também é responsável pelo desenvolvimento do Vigiagua na cidade, Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano, avaliando também os sistemas de abastecimento.
Tecnologia inovadora - Outra ação adotada por BC e que virou referência para outras cidades da região é a tecnologia Wolbachia. O método utiliza mosquitos Aedes aegypti que carregam a Wolbachia, bactéria naturalmente presente em mais da metade dos insetos da natureza, como abelhas e borboletas.
Quando os mosquitos com Wolbachia se reproduzem com os mosquitos locais, transmitem a bactéria para seus filhotes. Esse processo acontece de forma contínua, não sendo necessária uma nova liberação de insetos. Por isso, o método é autossustentável. Com o tempo, a maioria dos mosquitos da região passa a ter Wolbachia, reduzindo significativamente a transmissão dos vírus e protegendo a população de forma ininterrupta.
As liberações iniciaram em agosto de 2025 e se estenderam ao longo de seis meses em quatro bairros da cidade, sendo realizadas duas vezes por semana durante 26 semanas. Com a última ação, o município realizou 52 solturas de mosquitos. O balanço do impacto oficial da iniciativa ocorre de dois a três anos após as solturas.
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