Os estudantes da equipe Pipeline Surfers, da Escola SESI de Referência de Itajaí, voltaram ao Brasil nesta terça-feira (05) trazendo na bagagem muito mais do que um resultado histórico: o título de finalistas do Champion’s Award, prêmio da FIRST LEGO League, que os coloca entre as cinco melhores equipes do mundo na robótica educacional. A conquista ganhou forma já na chegada, com uma recepção emocionante no Aeroporto Internacional de Naveagntes, e na escola SESI de Itajaí, em um corredor de aplausos preparado por colegas, professores e colaboradores.
A etapa mundial da FIRST LEGO League (FLL) foi realizada entre os dias 29 de abril e 2 de maio, em Houston, nos Estados Unidos, reunindo 160 equipes de diversos países. Reconhecida como a maior competição de robótica educacional do mundo, a FLL avalia, por meio do Champion’s Award, o desempenho integrado das equipes em áreas como programação, inovação, pesquisa e valores.
O resultado representa um marco histórico para a escola, para o SESI de Santa Catarina e para o Brasil. A conquista é fruto de uma trajetória construída ao longo de anos, que envolve a formação do time, treinamentos intensivos, desenvolvimento de competências técnicas e socioemocionais, além da participação em etapas seletivas. A equipe se destacou inicialmente no âmbito estadual, avançou para a etapa nacional — onde conquistou o primeiro lugar — e garantiu a vaga para representar o país na competição internacional.

Jornada de dedicação e evolução - Para a gerente executiva do SESI/SENAI da região da Foz do Rio Itajaí e Vale do Itajaí Mirim, Silvana Meneghini, o resultado reflete um trabalho consistente e de longo prazo. “Essa conquista representa toda uma jornada de dedicação, preparação e evolução dos estudantes. É motivo de grande orgulho para a nossa escola, para Santa Catarina e para o Brasil”, destaca.
Entre os estudantes, a experiência também foi transformadora. Para Sofia Gasparelo, integrar a equipe em um campeonato mundial foi um marco pessoal e coletivo. “Foi uma experiência muito especial. Além da competição, tivemos a oportunidade de conhecer novas culturas e trocar experiências com pessoas do mundo todo. Foram dias intensos, com desafios, inclusive técnicos, mas conseguimos superá-los e alcançar o resultado que buscávamos”, relata.
O sentimento de orgulho também se estendeu às famílias. O empresário Rafael Luiz Gasparelo, pai de Sofia, percorreu mais de 500 quilômetros desde Irati, no Paraná, até Santa Catarina, apenas para estar presente na chegada da filha e de toda a equipe. “É um orgulho imenso ver eles entre os melhores do mundo. Todo o esforço valeu a pena”, afirma.
O desafio agora, conforme destaca Silvana Meneghini, é dar continuidade a esse trabalho, ampliando a formação de novas equipes e preparando futuras gerações para as competições. “A conquista dos Pipeline Surfers reafirma o potencial dos jovens brasileiros e evidencia que, com dedicação, apoio e educação de qualidade, é possível alcançar resultados de destaque no cenário global”, finaliza.

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