Quem tem um animal de estimação sabe que pelos espalhados pela casa costumam fazer parte da rotina. Mas o material que normalmente fica na escova depois de pentear o pet também pode ganhar outro destino: ser transformado em um diamante. A possibilidade vem despertando cada vez mais a atenção de tutores que procuram formas personalizadas de registrar e eternizar o vínculo construído com seus animais, inclusive enquanto eles ainda estão vivos.
Diferentemente dos diamantes produzidos a partir das cinzas após a morte do pet, a técnica que utiliza os pelos permite criar a joia sem que seja necessário esperar uma despedida. A proposta é justamente transformar uma parte daquele animal em uma lembrança duradoura da relação construída ao longo dos anos.
“O que percebemos é uma mudança na própria forma como as pessoas enxergam os animais dentro da família. Muitos tutores não querem esperar uma despedida para criar uma lembrança. Eles procuram o diamante ainda com o pet vivo justamente para transformar aquela relação em algo que possa acompanhá-los por muitos anos”, explica Mylena Cooper, CEO da The Diamond, tanatóloga e especialista em experiências de despedida e memorialização.
Essa mudança de comportamento também aparece nos números do setor. O mercado pet brasileiro movimentou R$ 75,4 bilhões em 2024, crescimento de 9,6% em relação a 2023, segundo a Abempet. Mais do que o avanço econômico, o resultado acompanha uma relação cada vez mais próxima entre tutores e animais, que passaram a ocupar espaço central na rotina, nas decisões e nas histórias das famílias.
A transformação dos pelos em diamante é possível porque o material é formado por queratina e outros componentes orgânicos ricos em carbono, elemento utilizado na produção da pedra. No laboratório, o carbono extraído passa por um processo controlado de pressão e temperatura para o crescimento do diamante.
“Existe algo muito particular no pelo porque ele permite preservar uma parte daquele animal sem envolver necessariamente uma situação de perda. Pode ser o pelo guardado desde filhote, de uma escovação ou de um momento especial. Isso faz com que cada diamante carregue uma história que pertence somente àquela família”, afirma Mylena.
Para muitos tutores, a escolha está menos relacionada à joia em si e mais à possibilidade de materializar uma relação que faz parte da história da família. O diamante pode ser criado ainda durante a convivência com o pet e, depois de finalizado, utilizado em diferentes tipos de joias, como anéis, pingentes e brincos.
Os diamantes produzidos a partir desse processo apresentam propriedades físicas, químicas e ópticas equivalentes às de outros diamantes produzidos em laboratório.
A The Diamond, empresa especializada em diamantes memoriais, realiza no Brasil todo o processo de transformação do carbono em diamante, sem a necessidade de enviar o material biológico para outros países.
Mais informações: https://www.thediamond.com.br/a-marca
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