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Quinta-feira, 16 de Julho de 2026

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Conheça os suplementos queridinhos para quem quer longevidade com saúde

Cinco categorias de suplementos emergem com respaldo científico como coadjuvantes na busca por longevidade

Conheça os suplementos queridinhos para quem quer longevidade com saúde
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Num momento em que a expectativa de vida aumenta, mas nem sempre acompanhada pela qualidade dos anos vividos, o envelhecimento saudável é um desafio. Nesse contexto, cinco categorias de suplementos emergem com respaldo científico como coadjuvantes na busca por longevidade: ômega-3 para proteção cardiovascular, proteínas para preservação da massa muscular, vitaminas do complexo B para função neurológica, vitamina D para saúde óssea e creatina para a cognição.

A nutricionista funcional Mariana Bomfim, em entrevista à imprensa, explica que a incorporação adequada desses compostos na rotina pode auxiliar o processo de envelhecimento. Paralelamente aos suplementos consolidados, outras opções naturais, como os efeitos da maca peruana, têm chamado atenção por propriedades que podem contribuir para o bem-estar geral.

Ômega-3: proteção para coração e cérebro

Os ácidos graxos ômega-3, especialmente EPA e DHA, encontrados em peixes de águas profundas, estão entre os suplementos mais estudados pela ciência para a longevidade. Conforme explicado pela nutricionista, eles auxiliam na redução dos níveis de triglicerídeos, no controle da pressão arterial e na moderação de processos inflamatórios.

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Evidências científicas também sugerem associação entre maior consumo de ômega-3 e redução do risco de Alzheimer. O nutriente teria efeito neuroprotetor e poderia atuar na melhora da função cognitiva, integrando as membranas celulares e facilitando a comunicação entre neurônios.

Para pessoas que seguem dietas vegetarianas ou apresentam restrições ao consumo de pescados, o suplemento vegano de ômega 3 surge como opção.

Proteínas: preservação da massa muscular

A perda progressiva de massa muscular representa um dos maiores desafios do envelhecimento. De acordo com o Ministério da Saúde, a sarcopenia, que consiste na diminuição da massa muscular acompanhada de perda de força, é uma condição de alta prevalência entre idosos.

Os suplementos à base de proteínas, como whey protein e proteínas vegetais derivadas de ervilha e lentilha, podem ser inseridos na dieta para preservar a massa muscular, oferecendo mais força e prevenindo quedas. 

Vitaminas do complexo B: suporte neurológico

As vitaminas B6 e B12 ocupam posição estratégica no metabolismo neurológico do envelhecimento. Enquanto a B6 participa do metabolismo de macronutrientes e sustenta o sistema nervoso central, a B12 assume atua na saúde cardiovascular e na produção de células cerebrais.

A deficiência de B12 merece atenção especial: um estudo publicado no Neural Regeneration Research associa sua carência ao aumento do risco de AVC. Dados epidemiológicos indicam que 15% da população apresenta deficiência dessa vitamina, com veganos, portadores de anemia perniciosa e usuários frequentes de redutores de acidez gástrica constituindo os grupos de maior risco.

Vitamina D: fortalecimento ósseo

A regulação da absorção de cálcio e fósforo pelo organismo depende diretamente da vitamina D, nutriente cuja deficiência se manifesta por meio de fadiga, fraqueza muscular e alterações do humor. Sua relevância é ainda maior no contexto da prevenção da osteoporose, condição que atinge mulheres após a menopausa e pessoas idosas.

Paralelamente, pesquisa publicada na revista Medicine demonstrou que a suplementação de vitamina D produziu melhorou os níveis de energia em apenas quatro semanas, quando comparada ao placebo em indivíduos com fadiga e deficiência confirmada do nutriente.

Creatina: energia celular e cognição

Originalmente reconhecida por benefícios musculares, a creatina é estudada por potenciais efeitos cognitivos. Bomfim destaca que a suplementação pode elevar o conteúdo de creatina muscular em até 40% acima dos níveis basais, impactando não apenas hormônios do crescimento muscular, como o IGF-1, mas também reduzindo a degradação proteica.

O papel da creatina na geração de ATP – considerada a “moeda energética” celular – explica sua capacidade de melhorar o desempenho em exercícios e otimizar a qualidade do sono, criando um ciclo positivo de recuperação e energia.

Superalimento dos Andes com potencial para longevidade

Cultivada nos Andes por mais de dois milênios, a maca peruana tem despertado interesse como superalimento para quem busca longevidade saudável. A planta, que pertence à família das crucíferas (que inclui vegetais como brócolis e couve-flor) possui uma composição nutricional rica e complexa que justifica sua classificação como superalimento.

Entre os componentes que conferem suas propriedades estão as macamidas, substâncias com ação anti-inflamatória e alto teor de carboidratos, proteínas, fibras, ácidos graxos, minerais e vitaminas D e C.

É estudada a utilização da espécie para aumento da capacidade cognitiva, redução dos níveis de glicose sanguínea, aumento de energia em contextos de atividade física e redução da percepção de fatiga.

O presidente da Associação Brasileira de Nutrologia, Durval Ribas Filho, destaca que, a maca peruana é contraindicado para gestantes, lactantes e crianças por ausência de estudos sobre segurança. Mulheres com histórico de câncer, sobretudo de mama, também devem evitá-la devido ao possível efeito similar a hormônios sexuais. Pessoas com síndrome do intestino irritável são desaconselhadas a consumir a raiz, pois seu alto teor de fibras pode agravar sintomas gastrointestinais.

Minerais essenciais: cálcio, ferro e zinco

A tríade mineral cálcio-ferro-zinco desempenham funções essenciais durante o envelhecimento. O cálcio, mineral mais abundante no organismo humano, previne osteoporose e fraturas ósseas. O ferro combate a anemia através da síntese de hemoglobina, condição relevante considerando que 30% da população mundial apresenta algum grau de deficiência, segundo a Organização Mundial da Saúde.

Já o zinco atua diretamente no sistema imunológico, auxiliando na maturação dos linfócitos, células de defesa do organismo. É na terceira idade que o organismo fica mais suscetível a infecções, podendo evoluir para quadros graves de saúde.

FONTE/CRÉDITOS: Camila/Assessoria Experta
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