Soou o apito final.
Pana nós, a Copa já acabou. Mas, seguem os aquecimentos para o campeonato que realmente decide o futuro do Brasil.
Também é de quatro em quatro anos, mas o prejuízo de uma derrota vai muito além de ver outro país erguer a taça.
Tem coisa mais séria a ser decidida muito longe dos estádios.
Agora é Nação com noção.
Cada decisão vale pontos. Cada voto altera o placar que põe ou tira gente no poder.
Vamos ver se, desta vez, respeitam as quatro linhas.
A boa notícia é que muita gente hoje conhece de cor os nomes dos ministros do STF, mas não sabe a escalação a Seleção.
Isso já é parte de uma conquista anunciada e necessária.
Agora, o jogo pesado acontece fora de campo.
É preciso acompanhar toda a temporada, fiscalizar a arbitragem, cobrar os cartolas, observar quem joga limpo e identificar quem vive de simulação.
Democracia não combina com torcida organizada.
Quem transforma político em ídolo acaba aplaudindo até carrinho por trás quando seu próprio time comete a falta. Corruptos mudam de uniforme conforme lhes convém. Abusadores de poder trocam de camisa com facilidade. O prejuízo, porém, sempre veste verde e amarelo.
Se perdermos o foco, perderemos o jogo.
É ano eleitoral, galara! Se liga!
Sai o torcedor. Entra o cidadão.
No certame que se aproxima o eleitor precisa acompanhar cada lance com especial atenção.
A disputa é pelos bilhões em recursos públicos que tem a ver com e a realidade atual e o futuro de cada cidadão.
A taça mais importante não será erguida em nenhum estádio. Numa pequena cabine, você entrará sozinho, sem técnico, sem torcida. Mas, com a consciência do valor daquele ato. Precisa bater firme, afinal é muito mais que um simples chute. E tomara que nenhum voto seja engolido por algum algoritmo algoz.
No gramado da política não existe amistoso, nem VAR para salvar. Cuidado para não se ferir ao aferir, ou confundir suspensão com suspeição.
Creia: a eliminação da Seleção já serviu para alguma coisa. Toda derrota obriga a rever estratégia, corrigir erros e evitar repetir os mesmos lances.
Hoje o Brasil rala e a Noruega Haaland. Que fulgure aquele vermelho deles e retumbem os urros nas remadas em busca do melhor bacalhau, porque aqui, apesar do suor e das promessas, ainda não veio a tão propalada picanha.
Não podemos mais perder pênalti aos treze minutos 13 e 13 segundos. O azar também fala através dos números. E isso não é sobre futebol.
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