Não é apenas um conjunto de siglas. O Sistema Único de Saúde nasceu da Constituição de 1988 como expressão do direito universal à saúde. É uma das maiores políticas públicas do país, oferecendo atendimento gratuito, da vacinação aos procedimentos de alta complexidade.
O problema não está no SUS, mas em sua execução. O subfinanciamento histórico e a defasagem da tabela nacional de procedimentos comprometem hospitais e profissionais, que muitas vezes recebem abaixo do custo real para manter o atendimento. Boa parte da rede hospitalar conveniada opera no limite para garantir que o paciente não fique sem assistência.
Diante dessa realidade, Santa Catarina decidiu agir. O governo estadual implantou uma tabela complementar que amplia a remuneração de mais de 900 procedimentos, com valores que podem variar de duas a doze vezes a referência da tabela federal, especialmente nas áreas de média e alta complexidade e nas cirurgias eletivas.
A medida aproxima os pagamentos dos custos reais, fortalece hospitais, amplia a oferta de serviços e contribui para reduzir filas. Não muda o modelo do SUS, mas torna sua operação mais viável.
Enquanto a tabela federal permanece historicamente defasada, Santa Catarina optou por complementar os recursos e enfrentar o problema com gestão e prioridade.
É uma iniciativa que ajuda a explicar por que o Estado figura entre os mais eficientes do país na prestação de serviços públicos. Sem discursos grandiosos, faz o básico: identifica o problema, corrige distorções e entrega resultados à população.
É fato. E também um exemplo.
Por razões como essa, o menor estado da região Sul figura entre os mais eficientes e equilibrados do país. Faz o dever de casa e ainda acode o povo em segmentos fundamentais, nos quais o governo federal deixa a desejar.
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