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Segunda-feira, 01 de Junho de 2026

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Fósseis e até fezes petrificadas: como paleontólogos descobrem os hábitos dos dinossauros

No Dia Internacional dos Dinossauros, o Parque Aventura Jurássica apresenta algumas das espécies brasileiras mais antigas já descobertas; e mostra como a ciência consegue desvendar características desses animais que habitaram a Terra há milhões de anos

Fósseis e até fezes petrificadas: como paleontólogos descobrem os hábitos dos dinossauros
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Muito antes de espécies como Tiranossauro rex e Velociraptor dominarem o imaginário popular, o território brasileiro já era cenário da evolução dos primeiros dinossauros do planeta. Para celebrar o Dia Internacional dos Dinossauros, comemorado em 1º de junho, o Parque Aventura Jurássica, em Balneário Camboriú (SC), apresenta algumas das espécies brasileiras mais antigas já descobertas pela paleontologia.

Grande parte desses fósseis foi encontrada no Rio Grande do Sul, região considerada uma das mais importantes do mundo para estudos sobre a origem dos primeiros dinossauros. Conheça cinco das espécies brasileiras mais antigas já descobertas pela paleontologia e com réplicas no parque:

Staurikosaurus: considerado um dos dinossauros mais antigos já encontrados, viveu há cerca de 233 milhões de anos, durante o período Triássico. Carnívoro e de pequeno porte, atingia aproximadamente 2 metros de comprimento e tinha pernas longas, que indicam grande agilidade na caça.

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Gnathovorax: um dos principais predadores do Triássico brasileiro, viveu há cerca de 233 milhões de anos. Com mandíbulas fortes e dentes serrilhados, ajudou cientistas a compreenderem detalhes da alimentação e da evolução dos primeiros dinossauros carnívoros.

Buriolestes: viveu há aproximadamente 230 milhões de anos e é considerado um importante elo evolutivo dos saurópodes, os gigantes herbívoros de pescoço longo que surgiriam milhões de anos depois. Apesar disso, o Buriolestes era carnívoro e possuía dentes afiados adaptados para captura de pequenas presas.

Guaibasaurus: viveu há cerca de 230 milhões de anos e é considerado um dos dinossauros mais antigos já encontrados no Brasil. Seus fósseis foram descobertos próximo ao município de Candelária, na região central do Rio Grande do Sul. O nome homenageia o Projeto Pró-Guaíba, iniciativa que incentivou pesquisas paleontológicas no estado. De porte relativamente pequeno e corpo leve, possuía pernas longas que indicam agilidade na locomoção, ajudando cientistas a compreenderem características importantes da evolução inicial dos dinossauros.

Pampadromaeus: dinossauro brasileiro que viveu há aproximadamente 230 milhões de anos, durante o período Triássico. Seus fósseis foram encontrados próximo ao município de Agudo, no estado gaúcho. O nome faz referência ao Pampa, bioma característico do sul do Brasil, enquanto “dromaeus”, do grego, significa corredor, numa alusão ao comportamento ágil e bípede do animal. O chamado ‘corredor dos pampas’ apresentava características primitivas importantes para os estudos sobre a evolução dos primeiros dinossauros do planeta.

Mas afinal, como os cientistas descobrem a idade de um fóssil ou o que um dinossauro comia milhões de anos atrás?
Bom, diferentes técnicas são utilizadas nesse processo. A idade dos fósseis é calculada principalmente a partir da análise das camadas rochosas onde os ossos foram encontrados e pela chamada datação radiométrica, que mede o decaimento natural de isótopos radioativos presentes nas rochas.

Já hábitos e alimentação são identificados através de ‘pistas’ deixadas nos próprios fósseis. O formato dos dentes, mandíbula, garras e até marcas de mordidas ajudam a desvendar se o animal era carnívoro, herbívoro ou onívoro. O estudo dos ossos também permite estimar velocidade, postura e forma de locomoção.

Além disso, pegadas fossilizadas, ovos, coprólitos (fezes fossilizadas) e todo o ambiente geológico da época colaboram para reconstruir ecossistemas inteiros que existiram milhões de anos antes da presença humana na Terra.
 
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Parque Aventura Jurássica - O Parque Aventura Jurássica, em Balneário Camboriú, é o maior parque temático de dinossauros do Brasil. Em meio a mais de 30 mil metros quadrados de natureza, o atrativo reúne mais de 100 dinossauros em tamanho real, com movimentos e sons que tornam a experiência ainda mais imersiva. O passeio combina entretenimento, aventura e conhecimento em uma jornada pela Era Mesozóica.

Além das réplicas gigantes espalhadas pelo parque, os visitantes podem conhecer exposição de fósseis, cinema interativo e ambientes temáticos que revelam curiosidades sobre a pré-história e a evolução dos dinossauros. O parque também oferece passeio de barco, tirolesa, arvorismo, parede de escalada e mirantes com vistas incríveis em meio à natureza. Já as crianças encontram diversão em espaços indoor e outdoor, fontes interativas, jardim mesozóico, mineração de pedras preciosas, jogos e área Arcade. A experiência ainda conta com lanchonetes e restaurante temático, tornando o passeio completo para toda a família.
 
Parque Aventura Jurássica https://flic.kr/s/aHBqjCTWoT 

FONTE/CRÉDITOS: Ana Cirico/Assessora de Imprensa
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