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Sexta-feira, 29 de Maio de 2026

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Por unanimidade, audiência pública aprova implantação da Estação de Tratamento de Esgoto de Camboriú em área do IFC

Após decisão histórica, sistema terá mais de 580 quilômetros de rede coletora, 30 elevatórias e atenderá cerca de 40 mil residências

Por unanimidade, audiência pública aprova implantação da Estação de Tratamento de Esgoto de Camboriú em área do IFC
Divulgação
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A implantação do sistema de esgotamento sanitário de Camboriú deu um passo histórico nesta quinta-feira (28). Em audiência pública realizada no município, foi aprovada por unanimidade a escolha da área onde será construída a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da cidade: a estrutura ficará localizada dentro do Instituto Federal Catarinense (IFC) de Camboriú, em uma área que será cedida ao município.

Com a definição, seguem agora as tratativas finais para formalizar a cessão do terreno ao poder público municipal, que logo será destinado ao uso da Aegea SC (durante o período da concessão dos serviços de saneamento). Como contrapartida, o IFC deverá receber benefícios como a quitação dos débitos de abastecimento acumulados entre os anos de 2023 e 2026, o valor anual de R$300 mil reais, além de outras compensações institucionais.

O sistema de esgotamento sanitário de Camboriú será composto por uma Estação de Tratamento de Esgoto, 30 estações elevatórias construídas em pontos estratégicos da cidade, mais de 580 quilômetros de rede coletora e capacidade para atender aproximadamente 40 mil residências. A presidente da Aegea SC, Reginalva Mureb, destacou os impactos positivos que o sistema trará para a saúde pública, o meio ambiente e o desenvolvimento econômico da região.

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“São muitos os avanços que passam pela melhoria das condições de saúde e da qualidade de vida da população. O saneamento também gera valorização imobiliária, quando a rede de esgoto passa em frente ao imóvel, ele já passa a ter outro valor. E, mais importante ainda, se sonhamos em recuperar o Rio Camboriú, trazer vida novamente para o rio e, quem sabe, até ver os peixes retornando, precisamos assumir essa responsabilidade coletiva”, comentou ela durante a audiência. “Estamos muito felizes com essa decisão, é um passo histórico para a cidade”, afirmou.

A ETE terá cerca de 25 mil metros quadrados de área construída e utilizará tecnologia SBR (Reator de Batelada Sequencial), considerada uma das mais modernas e eficientes no tratamento de efluentes, com elevado nível de remoção de carga orgânica, fósforo e nitrogênio.

O vice-prefeito de Camboriú, Jozias Osmar da Silva, relembrou o trabalho técnico e institucional realizado até a definição da área. “O processo é resultado de muitos atos, e hoje damos mais um grande passo. Na última semana estivemos em São Francisco do Sul visitando uma estação modelo da Aegea SC para o estado e para o Brasil. É uma estrutura sem odor, construída próxima de áreas residenciais. Muitas vezes existe receio por falta de conhecimento, mas o benefício que isso vai trazer para a cidade é enorme”, declarou.

Benefícios para toda a região - O sistema de esgotamento de Camboriú deve trazer benefícios, também, para a cidade vizinha de Balneário Camboriú, já que o rio que abastece as duas cidades acaba desaguando nas praias e afetando a balneabilidade como um todo. A prefeita de Balneário Camboriú, Juliana Pavan, também prestigiou a audiência e ressaltou a importância da integração regional em torno da pauta do saneamento.

“Levantamos aqui uma bandeira apartidária de necessidade pública. Os governos precisam trabalhar de forma integrada e é isso que estamos fazendo. O debate ultrapassa limites territoriais e deve ser tratado de forma regional. Estamos falando de saneamento básico, algo essencial que uma gestão pública deve oferecer. Hoje vivemos um momento marcado pela parceria entre o poder público, o IFC e a Aegea SC, três setores olhando juntos para o futuro de Camboriú e de toda a região”, disse.

A diretora-geral do IFC de Camboriú, Sirlei de Fátima Albino, destacou a relação entre saneamento, preservação ambiental e atividades econômicas locais.

“Há muitos anos convivemos com problemas relacionados à ausência de esgotamento sanitário adequado. Temos impactos em áreas de pastagem, na piscicultura, no arroz irrigado e em diversos pontos que acabam desaguando no Rio Camboriú. Em 2025, durante as conversas sobre alternativas para o projeto, surgiu a sugestão da utilização desta área do IFC. Hoje vemos esse diálogo amadurecido em benefício de toda a comunidade”, afirmou.

A implantação do sistema de esgotamento sanitário representa uma das maiores obras de infraestrutura da história de Camboriú e tem como objetivo ampliar a cobertura de saneamento, contribuir para a recuperação ambiental do Rio Camboriú e elevar os índices de qualidade de vida da população. Além das autoridades, a audiência também contou com a participação de representantes da Águas de Camboriú, IFC, vereadores, líderes comunitários e moradores da cidade.

FONTE/CRÉDITOS: Lucina Zonta/Buriti Jornalistas Associados
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