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Quarta-feira, 22 de Julho 2026
Colunas/Saúde

JULHO AMARELO ALERTA SOBRE COMO PREVENIR AS HEPATITES VIRAIS 

No último ano epidemiológico completo, foram notificados mais de 25 mil novos casos de hepatites virais no país

JULHO AMARELO ALERTA SOBRE COMO PREVENIR AS HEPATITES VIRAIS 
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Estamos no mês de julho, que é conhecido como o "Julho Amarelo", período que ganha destaque quando o assunto é prevenção das hepatites virais. Elas são infecções que atacam o fígado e podem ser graves, provocando falência do órgão, cirrose e até câncer, sendo que as hepatites mais comuns são aquelas dos tipos A, B e C.

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, entre 2000 e 2024, foram confirmados mais de 826 mil casos no país. Embora os tipos B e C apresentam maior prevalência, o país tem registrado surtos recentes e aumento nos números do tipo A. Dados apontam o predomínio das infecções por Hepatite B (39,49%) e Hepatite C (48,69%) no histórico recente.

No último ano epidemiológico completo, foram notificados mais de 25 mil novos casos de hepatites virais no país, sendo a maior concentração de casos no Sudeste (34,5%), seguido pelo Nordeste (24,3%) e Sul (18,8%). A hepatite D, por exemplo, é mais concentrada na Região Norte.

Além disso, a faixa etária de pessoas infectadas, também mudou. A maior incidência de diagnósticos está concentrada em adultos entre 40 e 59 anos (40,1%). No entanto, casos de hepatite A têm afetado predominantemente adultos jovens (20 a 39 anos), associados tanto à contaminação sanitária quanto a práticas sexuais.

Dra Josiane Fischer
Dra Josiane Fischer

Neste sentido, a médica gastroenterologista, Josiane Fischer, alerta para a importância da prevenção, evitando as causas do contágio. "O contágio varia bastante. A hepatite A é transmitida por água e alimentos contaminados e os tipos B e C passam pelo sangue, pelo compartilhamento de seringas, lâminas e alicates contaminados e também é transmitida pela relação sexual", explica a médica, membro da Associação Brusquense de Medicina - ABM. 

A gastroenterologista destaca ainda que, os sintomas merecem uma observação especial. "O grande perigo da hepatite é que ela é uma doença silenciosa. Quando aparecem os sintomas, geralmente, já é uma doença mais avançada. Os sintomas mais comuns são a pele amarelada, ou seja, a icterícia, ou pode ter sintomas como febre, cansaço, ou quando já tem um quadro mais grave", frisa. 

TRATAMENTO E PREVENÇÃO - Conforme a médica Josiane Fischer, houve uma queda na mortalidade. "Entre 2014 e 2024, houve uma redução de 50% no coeficiente de mortalidade por hepatite B e de 60% por hepatite C. O Brasil persegue as metas da OMS para 2030, que incluem a redução de 65% dos óbitos e de 90% na incidência. A cobertura de diagnóstico para hepatite B é de aproximadamente 34,2%, enquanto a taxa de tratamento chega a 3,6%. ", descreve. 

TRATAMENTO E PREVENÇÃO
TRATAMENTO E PREVENÇÃO

Segundo relatório deste ano da Organização Mundial da Saúde, o Brasil alcançou progressos substanciais na redução da carga das hepatites virais por meio do Sistema Único de Saúde - SUS.  Em nível nacional, os avanços recentes para essa redução incluem, por exemplo, a cobertura da vacinação contra hepatite B entre recém-nascidos e lactentes, que aumentou de 77% em 2023 para 98% em 2025. Também foram realizados esforços para ampliar a oferta de diagnóstico e tratamento para pessoas com infecção por hepatite B e C. 

A médica explica ainda que, a hepatite B tem tratamento e controle e, a hepatite C, tem cura em mais de 90% dos casos com tratamento. Vale destacar que, as hepatites B e C são tratadas com comprimidos que constam na listagem fornecida pelo SUS. "Já para  prevenir as hepatites, a dica de ouro é a vacinação, disponível no SUS para as hepatites A e B. Para prevenir a hepatite C, é importante usar preservativo, exigir material descartável ou esterilizado nas manicures e tatuadores. E para prevenir a hepatite A, lavar bem as mãos e os alimentos", finaliza a médica.

TRATAMENTO E PREVENÇÃO
TRATAMENTO E PREVENÇÃO
FONTE/CRÉDITOS: Rúbia Guedes/Assessora de Imprensa

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