O astro rei ilumina de frente a bela face lunar, totalmente voltada para a Terra. O alinhamento de 180 graus entre os três principais corpos celestes confere brilho máximo ao céu noturno e majestosa elevação à boca da noite.
Muito além do belo clarão, ela influencia de formas particulares nossa morada planetária e até mesmo nossa biologia.
Sua atração gravitacional instiga as marés, que não tardam a responder com intensidade nas vazantes e vigor nas enchentes. Como uma âncora celeste, contribui para a estabilidade da inclinação do eixo terrestre.
Predadores noturnos aceitam o sugestivo convite da alta luminosidade, enquanto as presas recuam em alerta, escancarando a inflexível dinâmica da cadeia alimentar.
Abrigada nos tecidos aéreos das plantas, a seiva anuncia o período propício para a colheita dos frutos, já enriquecidos por óleos essenciais que lhes conferem sabores, aromas e propriedades balsâmicas.
Sua luz também modula os ritmos circadianos, podendo influenciar o sono e o humor. Sob uma visão holística, sua energia alcança o ápice, despertando anseios profundos e afloramentos emocionais.
Musa da poesia, bordada de simbolismos, mistérios e metamorfoses, mexe com meu eu lírico. Sabe reger sentimentos, dialogar com o inconsciente, inspirar acolhimento e nutrir, de forma intangível, as relações humanas.
Ao pratear o horizonte, seu esplendor se faz refúgio para os solitários, confidente dos apaixonados e portal franco para os recônditos da alma.
É fim de mês.
É sua vez.
Brilha, menina!
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