A participação das mulheres na política costuma ser medida em números: quantas se candidatam, quantas são eleitas e quantas cadeiras ocupam. Mas esses indicadores não contam toda a história. É preciso olhar também para suas trajetórias, seus projetos, resultados, posicionamentos e capacidade de mobilização.
Em Santa Catarina, episódios recentes ilustram esse movimento. Nesta semana, Thelma Souza Lenzi, vereadora do NOVO, assumiu interinamente a Prefeitura de Timbó e se tornou a primeira mulher a comandar o Executivo municipal.
Em Joinville, Rejane Gambin, também do NOVO, entrou para a história como a primeira prefeita da maior cidade catarinense.
Em agosto deste ano, Cristina Barni Schramm, vereadora do NOVO e presidente da Câmara de Vereadores, também assumiu interinamente a Prefeitura de Ascurra.
São trajetórias distintas, mas que têm em comum mulheres ocupando espaços de decisão e escrevendo novos capítulos na política catarinense.
As urnas também refletem esse movimento. Em 2026, o NOVO lançou 20 candidatas em Santa Catarina: seis à Câmara dos Deputados e 14 à Assembleia Legislativa. Em sua primeira candidatura a deputada federal, Bia Borba recebeu 52.770 votos. Já Isadora Piana conquistou 21.156 votos na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa.
Os resultados se inserem em um cenário eleitoral catarinense no qual candidatas de direita alcançaram votações históricas neste ano nas disputas para a Assembleia Legislativa, a Câmara dos Deputados e o Senado.
Rejane, Thelma, Cristina, Bia e Isadora têm trajetórias diferentes. Suas histórias, porém, ajudam a ampliar a visão sobre a presença feminina na política: mulheres não são cotas. São protagonistas, com capacidade de influenciar e mudar os rumos da política.
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