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Sexta-feira, 22 de Maio de 2026

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Construtora de Santa Catarina quintuplica volume de operações ao trocar bancos tradicionais pelo mercado de capitais

Busca por previsibilidade financeira impulsiona migração de pequenas e médias empresas do Litoral Norte para fundos de investimento especializados para sustentar ritmo acelerado de obras

Construtora de Santa Catarina quintuplica volume de operações ao trocar bancos tradicionais pelo mercado de capitais
Ipex Construtora/Divulgação
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No litoral norte catarinense, uma construtora com 14 anos de mercado, o Grupo IPEX, conseguiu quintuplicar o tamanho de sua operação em relação ao ano de 2024. Atualmente, a incorporadora desenvolve aproximadamente 80 mil metros quadrados em empreendimentos residenciais e comerciais na região de Camboriú. A arrancada aconteceu depois da empresa reformular sua gestão e trocar o crédito bancário tradicional por fundos estruturados no mercado de capitais.

"O fluxo de caixa na construção funciona quase como um 'dente de serrote', com oscilações naturais entre entradas e saídas ao longo do ciclo das obras. Contar com um parceiro que compreenda essa dinâmica imobiliária e ofereça segurança nas operações é o que sustenta o crescimento sem comprometer a saúde operacional", afirma Ramon Geremias, diretor financeiro da IPEX.

Essa tendência observada com a construtora catarinense acompanha de perto o cenário macroeconômico nacional de amadurecimento financeiro. Dados da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) mostram que o mercado de capitais brasileiro vem atingindo patamares recordes, superando a expressiva marca de R$ 500 bilhões em captações por parte de empresas que buscam alternativas viáveis aos bancos.

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Além disso, indicadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV) apontam que a rigidez e a excessiva burocracia do crédito tradicional fazem com que mais de um terço dos empresários do setor busquem novas ferramentas de financiamento, abrindo espaço definitivo para a consolidação dos fundos especializados.

Empresários do setor também destacam que o foco dessa mudança não está no "crédito de emergência", mas na capacidade de fundos estruturados oferecerem uma previsibilidade que acompanhe o cronograma de longo prazo das obras. Essa alternativa atende especialmente empresas saudáveis e com governança sólida, que utilizam mecanismos como os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) — ferramenta que antecipa para as empresas os valores que elas têm a receber a prazo — como uma estratégia de planejamento.

Aposta na previsibilidade - O amadurecimento na forma como o empresariado lida com o capital é um fenômeno observado de perto pela SP CAPITAL. Com sede em Itapema, no coração do polo imobiliário que mais cresce no país, a instituição registrou um salto de 711% em suas operações nos últimos dois anos ao se posicionar como um braço estratégico para empresas que buscam alternativas ao modelo bancário genérico.

Para a FIDC catarinense, o movimento consolida uma mudança de cultura: o crédito deixa de ser visto como um 'socorro' e passa a ser compreendido como uma engrenagem de planejamento que respeita as particularidades do ciclo da construção civil.

"Não entregamos apenas capital. Entregamos uma estrutura que entende que o 'dinheiro está no tempo'. Uma vez estabelecida a parceria e feita a análise técnica rigorosa, a fluidez do recurso permite que o empresário tenha a previsibilidade necessária para focar no canteiro de obras e no cumprimento de prazos", explica Luís Carlos Schneider, diretor presidente da SP CAPITAL.

Para se ter uma ideia, a instituição já injetou mais de R$ 500 milhões especificamente no setor de construção civil e infraestrutura catarinense. Em 2025, a SP CAPITAL atingiu a marca de mais de R$ 1 bilhão operados em diversos setores da economia (incluindo indústria e serviços), com a meta estratégica de chegar aos R$ 2,4 bilhões em 2026.

Termômetro do setor - O fenômeno da desintermediação bancária ganha força em um momento em que a construção civil se consolida como um dos principais motores econômicos do Estado. De acordo com o balanço do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado pelo Ministério do Trabalho, o setor fechou o primeiro trimestre de 2026 com mais de 9,6 mil novos postos de trabalho gerados em Santa Catarina, impulsionado sobretudo pelo boom de edifícios no Litoral Norte, em polos como Itapema e Camboriú.

Para o economista e professor do curso de Relações Internacionais da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Daniel da Cunda Corrêa da Silva, o acesso ao mercado de capitais funciona como um selo de maturidade para o setor, já que exige das construtoras um nível elevado de governança.

"O mercado de capitais é bastante seletivo. Ele exige certificações, diretrizes de ‘compliance’ e ajustes na gestão financeira e operacional que revelam amadurecimento. Além disso, essa modalidade estende o ciclo de expansão imobiliária da região ao permitir captar recursos de fora do Brasil, apresentando-se como uma alternativa muito mais dinâmica e acelerada que o financiamento bancário tradicional", analisa o economista.

Impacto no desenvolvimento regional - Essa necessidade de ferramentas financeiras previsíveis é o que garante que a curva de empregos na região não sofra frenagens bruscas. Para o diretor presidente da SP CAPITAL, Luís Carlos Schneider, o reflexo prático desse modelo de captação vai muito além dos números das planilhas: ele se traduz na segurança de que o canteiro de obras manterá seu ritmo.

"A estabilidade financeira de uma construtora mantém a roda girando para centenas de famílias. Quando o empresário garante o recurso adequado ao cronograma físico da obra, ele protege desde o fornecedor de insumos até o comércio local. É a gestão financeira moderna se transformando em desenvolvimento social para Santa Catarina", finaliza Schneider.

FONTE/CRÉDITOS: Thiago Toscani/Assessor de Imprensa
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