A força das histórias ancestrais brasileiras ganha vida nos palcos escolares com o projeto “Contação de história: Arandu eté – A sabedoria verdadeira”, que chega a escolas públicas de Itapema e Porto Belo com uma proposta artística e educativa que une literatura, música e tradição cultural.
O espetáculo é inspirado em três importantes narrativas do folclore brasileiro — Curupira, Vitória-Régia e Maculelê — e propõe uma experiência sensível e envolvente para estudantes e educadores, valorizando as culturas indígena e afro-indígena como pilares da identidade nacional. A iniciativa busca, sobretudo, salvaguardar e difundir saberes dos povos originários do Brasil, contribuindo para a formação cultural dentro e fora do ambiente escolar .
Com apresentações gratuitas, o projeto contempla alunos do 1º ao 3º ano do ensino fundamental da rede pública, alcançando aproximadamente mil pessoas diretamente. Em Itapema, serão realizadas apresentações em cinco escolas municipais, com sessões nos períodos matutino e vespertino, ampliando o acesso e garantindo a participação de diferentes turmas.
Já em Porto Belo, o cronograma está sendo alinhado pela equipe de produção do projeto com os órgãos do município, e em breve serão divulgadas nas mídias e canais de comunicação.
O projeto conta com uma equipe multidisciplinar que reúne artistas e profissionais da cultura e da produção. A idealização e condução artística são de Samara Miranda, que atua como proponente, coordenadora, roteirista e contadora de histórias, ao lado de Maria Cristina Mello, produtora cultural, roteirista, compositora e musicista. A sonorização e composição musical ficam a cargo de Peter Allan Ramos, enquanto a acessibilidade é garantida pela intérprete de Libras Deyse Cristina Barbosa. A comunicação do projeto é realizada por Monique Neves, com diagramação de Nenno Silva e gestão contábil de Vanderlei Lazzarotti.
Arte, educação e inclusão - Mais do que um espetáculo, “Arandu eté” é uma ação formativa que dialoga diretamente com as diretrizes educacionais brasileiras, como a obrigatoriedade do ensino da cultura afro-brasileira e indígena nas escolas. A proposta oferece aos educadores e alunos uma vivência artística que amplia repertórios e fortalece o reconhecimento da diversidade cultural do país .
O projeto também se destaca pelo compromisso com a acessibilidade: todas as apresentações contam com intérprete de Libras, além da disponibilização do conteúdo em braile, garantindo inclusão de pessoas com deficiência. Os espaços escolhidos também possuem estrutura adequada para mobilidade reduzida.
Contrapartida sociocultural - Como ação complementar, o projeto realizará um show musical gratuito com repertório de ritmos brasileiros, voltado especialmente ao público jovem e adulto da educação continuada (CEMEJA e UAB). A apresentação amplia o alcance da proposta, promovendo formação de público e valorização da cultura popular.
Cultura e sustentabilidade - A iniciativa também adota práticas sustentáveis, priorizando a divulgação digital e utilizando materiais recicláveis nas produções impressas, reforçando o compromisso com o meio ambiente.
O projeto é realizado com recursos do Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), através do Prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura – edição 2025.

SERVIÇO – ITAPEMA
Apresentações nas escolas (sessões matutinas e vespertinas):
- 16/04/2026
EMEB Prefeito Francisco Victor Alves
- 23/04/2026
EMEB Maria Linhares de Souza
- 30/04/2026
EMEB Oswaldo dos Reis
- 07/05/2026
EMEB Bento Elói Garcia
- 14/05/2026
EMEB Vereador Paulo Reis
Show de Contrapartida Sociocultural (período noturno):
- 18/06/2026
EMEB Bento Elói Garcia
Público: Alunos do CEMEJA (Centro Municipal de Educação de Jovens e Adultos) e da UAB (Universidade Aberta do Brasil)

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