Um movimento acelerado de desintermediação bancária vem redesenhando o acesso ao capital de giro por pequenas e médias empresas (PMEs) com faturamento acima de R$ 1 milhão mensais no sul do país. Diante de um cenário em que a burocracia e a rigidez dos bancos tradicionais limitam o fluxo de caixa corporativo, o mercado de capitais assume o protagonismo. Reflexo dessa transformação é o Fundo de Investimentos catarinense SP CAPITAL, especializado em Securitização de Direitos Creditórios (FIDCs), que registrou um crescimento de 711,53% em suas operações nos últimos dois anos.
A instituição, com sede em Itapema (litoral norte de Santa Catarina), fechou o balanço consolidado com R$ 1,07 bilhão em volume operado, valor integralmente injetado no fomento do setor produtivo B2B. Para o atual ciclo de 2026, o planejamento estratégico prevê mais do que dobrar a movimentação financeira, fixando a meta de atingir R$ 2,43 bilhões em operações estruturadas.
"O acesso ao mercado de capitais passou por um forte amadurecimento cultural. Deixou de ser visto como um recurso de emergência para empresas em crise e passou a figurar como decisão estratégica de governança", explica Luís Carlos Schneider, diretor-presidente da SP CAPITAL.
"Nossa vantagem competitiva real frente aos bancos tradicionais está na agilidade regulatória e na desburocratização do acesso ao crédito, permitindo que o empresário otimize seu fluxo de caixa na velocidade que a operação exige", diz.
Atuação nacional e força nos setores-chave
O avanço do modelo de crédito estruturado da instituição ancora-se em setores de alta complexidade e sazonalidade, como o imobiliário, o industrial e o têxtil. Apenas no segmento de construção civil e infraestrutura de Santa Catarina, a instituição já destinou mais de R$ 500 milhões para garantir previsibilidade aos cronogramas físicos de obras. A atuação estende-se ainda a elos intermediários da cadeia do agronegócio (como fornecedores de insumos, fertilizantes e sementes) e à indústria têxtil, cobrindo o gap financeiro entre o consumo de matéria-prima e a venda das coleções.
Diferente do modelo bancário tradicional engessado por agências físicas, a origem dos novos negócios da SP CAPITAL ocorre de forma descentralizada. A expansão da carteira é sustentada por uma rede de Executivos de Novos Negócios distribuídos em posições estratégicas pelo país, o que nacionaliza a operação a partir do polo econômico catarinense.
Segundo o board da empresa, essa capilaridade blinda o portfólio contra oscilações macroeconômicas. "A demanda por recursos financeiros é contínua e independente dos ciclos da taxa Selic", pontua Schneider.

"Com juros elevados, atuamos fornecendo fôlego financeiro e liquidez para as corporações enfrentarem o encarecimento do crédito tradicional; em momentos de Selic baixa, operamos fomentando diretamente investimentos de expansão de capacidade instalada".
Expansão estrutural e visão 2030 - Para sustentar a projeção de alcançar R$ 2,43 bilhões operados em 2026, a gestora concluiu um plano robusto de expansão de sua infraestrutura interna. Em apenas um ano, a SP CAPITAL triplicou o tamanho físico de sua sede corporativa e aplicou o mesmo ritmo de crescimento nos aportes voltados a processos, tecnologia de análise preditiva e no próprio quadro funcional — que hoje conta com pouco mais de 60 profissionais.
O plano de expansão organizacional prevê a abertura de mais 100 postos de trabalho até o encerramento deste ano. Os investimentos massivos em tecnologia de dados e inteligência de processos preparam o terreno para as metas de longo prazo da instituição. "O crescimento estrutural e o aporte tecnológico contínuo são as bases para cumprirmos a nossa missão de consolidar a empresa como o maior, melhor e mais rentável player de FIDCs do mercado nacional até 2030", conclui Schneider.

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