O vereador Marcelo Achutti (MDB) acaba de divulgar uma "carta aberta à população" informando que vai propor audiência pública para debater o "toque de recolher" nas conveniências de Balneário Camboriú.
Ele lembrou que "nos últimos dias, voltou ao debate a ideia de restringir o funcionamento das conveniências durante a noite. Respeito todas as opiniões, mas acredito que a população espera muito mais do que enquetes em grupos de WhatsApp".
O parlamentar destacou que "Balneário Camboriú precisa de diálogo entre a Câmara de Vereadores, a Prefeitura, as forças de segurança, os comerciantes e a comunidade. É assim que se constroem soluções sérias para uma cidade turística como a nossa".
Para o emedebista, "as conveniências devem, sim, cumprir rigorosamente a legislação, os alvarás e todas as normas de funcionamento. Quem estiver irregular deve responder perante os órgãos competentes. Se houver omissão da fiscalização, o caminho correto é denunciar ao Ministério Público e às autoridades responsáveis".
"O que não podemos aceitar é transferir para quem trabalha a responsabilidade pelo aumento da criminalidade", afirmou.
Marcelo Achutti ponderou que "também vale uma reflexão. A Câmara de Vereadores aprovou um projeto que proibiu a distribuição de folhetos no calçadão, sob o argumento de que isso ajudaria a reduzir o tráfico de drogas. Na prática, ficou evidente que medidas desse tipo não enfrentam a raiz do problema".
"O combate ao crime exige inteligência, investigação, integração entre as forças de segurança e presença efetiva do Estado nas ruas. É isso que a população espera", destacou.
O parlamento informou que vai "propor a realização de uma audiência pública, reunindo Prefeitura, forças de segurança, comerciantes, moradores e Ministério Público, para que esse assunto seja debatido com transparência e responsabilidade".
"Sou contra qualquer tipo de “toque de recolher” para quem trabalha, gera empregos, paga impostos e movimenta a economia da nossa cidade. Toque de recolher deve ser para vagabundos e bandidos, não para comerciantes e cidadãos de bem", frizou.
"Balneário Camboriú precisa de mais segurança, mais diálogo e menos medidas que penalizem quem trabalha honestamente", completou.

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