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Sabado, 18 de Abril de 2026

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OVO NA JANELA PARTIDÁRIA

Por Jaime Telles

OVO NA JANELA PARTIDÁRIA
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Abril fecha a janela na “sexta-feira maior”.
Nesta quaresma, a palavra conversão ganha outro sentido. Os políticos correm a maratona da Semana Santa, rezando para convencer as partes.

A pressa tem motivo. E não é paixão. No sistema proporcional, o mandato pertence ao partido e não ao candidato. Se fizer errado, na certa amarga de vez o chocolate. Cada movimento precisa ser calculado. Mas quantos sabem fazer isso?

O eleitor olha a janela de fora para dentro. E o que vê nem sempre é escolha ampla. Decide entre os nomes que os partidos colocam ali. Goste ou não, o jogo já vem montado. Vai na fé.

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A troca de partido pode até parecer estratégica. Mas nem sempre é. Em pouco tempo as diferenças farão diferença. Logo escancaram o oportunismo ou desespero, sem mistério.

É nessa hora que se mede coerência. Os valores continuam ou mudam por conveniência? Passa longe de libertação e mais ainda da salvação prometida.

De joelhos diante do confessionário, negam a própria origem.

"Coincidência: É momento de Pessach, o termo hebraico para travessia. É quando a janela abre espaço e algo mais. Separa quem tem lado de quem apenas se reposiciona. Separa quem sustenta discurso de quem troca para se sustentar. Ela distingue o estrategista do sonhador. O excesso de mistura sanguínea logo se mostrará tal e qual água e óleo. A seu tempo, ambos buscarão mostrar supremacia em mesas separadas, como antes.

Quem vive de movimento sem consistência e nem lidera a própria agremiação, passa o período eleitoral tentando provar muitas coisas. E aí, a desconfiança vira certeza.

Santa Ceia ou pança cheia?

Não adianta lavar os pés de alguém e jurar humildade e purificação, nem marcar suas portas com sangue de outra sigla.

E, nesse cenário, o olhar atento do eleitor faz a diferença. É ele quem separa quem produz de quem apenas ocupa espaço.

A janela fecha. O certo é certo. E o duvidoso é sempre risco.

No domingo pode-se ter um cardápio ambrosíaco ou indigesto à base de pão ázimo e ervas acres.

No Brasil a páscoa ganha sentido de libertação do centrão que, de cima do muro sonha com segundo turno, só observando para qual lado soprará o vento. Em Santa Catarina, idem.

Quem trabalha, entrega resultado e sabe articular e se fortalece. Consolida alianças, amplia espaço e chega competitivo.

Estejamos atentos para que esta “passagem” possa representar a vitória do trabalho sobre a morte do devaneio eleitoral de última hora e sem levedura.

Aliança e memória coerentes abrem caminho para a grande festa multicor de aleluia.

Feliz Páscoa.

FONTE/CRÉDITOS: Por Jaime Telles
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