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Quinta-feira, 04 de Junho de 2026

Colunas/Saúde

Atrasos acima de 40 minutos inviabilizam agenda cirúrgica, aponta estudo catarinense

Levantamento analisou mais de 1 milhão de procedimentos realizados em 2025

Atrasos acima de 40 minutos inviabilizam agenda cirúrgica, aponta estudo catarinense
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A edição 2026 do Observatório Anestesia de Valor, levantamento anual desenvolvido pela Anestech, identificou um “ponto de ruptura” na eficiência dos centros cirúrgicos brasileiros: atrasos acima de 40 minutos na primeira cirurgia do dia tornam matematicamente inviável a recuperação da agenda e elevam significativamente o risco de cancelamentos e prejuízos operacionais.

O estudo, que será apresentado neste mês durante o Congresso Paulista de Anestesiologia 2026, analisou mais de 1 milhão de procedimentos realizados em 2025. Os dados mostram que, quando o atraso da primeira cirurgia permanece em até 35 minutos, os hospitais ainda conseguem compensar o tempo perdido, embora isso gere maior volume de horas extras e desgaste das equipes.

 A partir de 40 minutos, no entanto, o impacto deixa de ser apenas operacional e passa a comprometer diretamente o atendimento ao paciente.

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O levantamento também revelou o chamado “efeito dominó” das cirurgias de urgência no qual cada mudança não programada tende a afetar de forma proporcional a pontualidade da agenda hospitalar, aumentando a pressão sobre equipes, salas cirúrgicas e fluxos internos.

Outro desafio apontado pelo Observatório é o aumento da complexidade clínica dos pacientes.

Com maior incidência de comorbidades, como hipertensão e diabetes, os pacientes chegam ao centro cirúrgico demandando monitorização mais rigorosa e maior tempo de sala, tornando a gestão perioperatória ainda mais estratégica. 

“Os dados do Observatório 2026 mostram que operamos com uma margem de erro cada vez menor. Quando a informação é capturada de forma estruturada pelo AxReg, o gestor deixa de ser um espectador do caos para se tornar um estrategista. Entender o ponto de ruptura de 40 minutos permite redesenhar protocolos e proteger a sustentabilidade do hospital”, afirma Giorgio Pretto, doutor em anestesiologia e CMIO da Anestech.

Os dados completos do estudo estarão disponíveis no estande da Anestech durante o COPA 2026 e também online ao longo de abril. O congresso será realizado entre os dias 23 e 26 de abril, em São Paulo, reunindo especialistas de diferentes áreas da anestesiologia, medicina perioperatória e gestão hospitalar.

A Anestech, de Florianópolis (SC), atua no desenvolvimento de soluções digitais para anestesiologia e gestão hospitalar. A empresa é líder em sistemas AIMS (Anesthesia Information Management System) na América Latina e oferece ferramentas como o AxReg, que digitaliza o processo anestésico e gera indicadores de desempenho em tempo real, e a inteligência artificial Axel, voltada ao suporte preditivo em procedimentos anestésicos.

FONTE/CRÉDITOS: Ricardo Macuco Diretor/RMCom Comunicação
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