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Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2026

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PSOL entra no STF com Ação Direta de Inconstitucionalidade para barrar lei que acaba com cotas em Sant Catarina

"O fim das cotas é inconstitucional e socialmente inaceitável. Vamos lutar na Justiça”, declara o deputado Marquito sobre a lei sancionada pelo governador de SC

PSOL entra no STF com Ação Direta de Inconstitucionalidade para barrar lei que acaba com cotas em Sant Catarina
Deputado Marcos José de Abreu - Marquito (PSOL) - Rodolfo Espínola, Agência AL
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Nesta sexta-feira (23), o PSOL protocolou junto ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) para barrar os efeitos da lei, recém-sancionada pelo governador de Santa Catarina, que elimina as possibilidades de cotas raciais, de gênero, quilombolas e indígenas nas universidades públicas estaduais e nas instituições privadas de ensino superior que recebem recursos do Estado.

A ação foi realizada pelos mandatos do deputado estadual Marcos José de Abreu - Marquito, dos vereadores de Florianópolis Afrânio Boppré, Ingrid Sateré-Mawé e Leonel Camasão.

 “Nós não vamos aceitar essa injustiça. O fim das cotas é inconstitucional e socialmente inaceitável”, declarou o deputado Marquito, líder do PSOL na Assembleia Legislativa de SC. De acordo com o deputado, a aprovação do projeto na Alesc e a sanção do governador Jorginho Mello, representam “um ataque direto às políticas de reparação histórica, fundamentais para garantir o acesso da população negra, indígena, quilombola, periférica e de outros grupos historicamente excluídos do ensino superior”. 

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E completa: “Essa lei ignora desigualdades estruturais profundas, tenta apagar a história de exclusão produzida pelo próprio Estado brasileiro e atende a uma agenda da extrema direita, que está na contramão da Constituição, da democracia e da própria história do Brasil’.

Marquita lembra que, no final do ano passado, quando o projeto anti-cotas foi apreciado no plenário da ALESC, “tentamos impedir a aprovação desse projeto. Depois, seguimos mobilizando a sociedade por meio do diálogo, da informação e de um abaixo-assinado, para que o Governo de Santa Catarina não sancionasse esse desserviço legislativo”.

FONTE/CRÉDITOS: Assessoria de Imprensa/Linete Martins
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