Santa Catarina concentra quase um quarto dos crimes digitais registrados no Brasil. O dado, apresentado durante o Security Leaders, em Florianópolis, um dos principais eventos nacionais de segurança da informação, acende um alerta sobre a necessidade de modernizar a atuação do poder público diante do avanço das fraudes, golpes e ataques virtuais.
Convidado para palestrar no evento, o deputado estadual Matheus Cadorin (NOVO) destacou que o crime já opera em velocidade digital, enquanto a resposta do Estado ainda enfrenta estruturas pensadas para uma realidade analógica.
Segundo dados apresentados no encontro, o SC registrou mais de 72 mil ocorrências de crimes praticados por meio da tecnologia em 2024, o equivalente a 25,9% dos casos do país.
Durante a palestra, Cadorin apresentou uma iniciativa do seu mandato que ajudou a colocar o tema na agenda da segurança pública catarinense, a indicação para criação de uma estrutura especializada no combate aos crimes virtuais. A proposta, apresentada em 2023, contribuiu para que o assunto se tornasse prioridade na Polícia Civil e resultasse na implantação da Delegacia de Crimes Cibernéticos em Santa Catarina.
“Os relatos de golpes, fraudes, extorsões e ataques a empresas aumentavam, mas não havia uma estrutura dedicada a enfrentar esse tipo de crime. Era um vácuo institucional que favorecia os criminosos”, afirmou.
Para o parlamentar, o enfrentamento desse cenário exige uma mudança de visão. “Crime digital não é mais um problema apenas de tecnologia. É um desafio de segurança pública e de desenvolvimento econômico”, destacou.
O Security Leaders reúne anualmente especialistas, empresas, autoridades e lideranças do setor para debater os desafios da segurança cibernética e da transformação digital no Brasil. Com um dos maiores ecossistemas de inovação do país, Santa Catarina busca avançar também na construção de um ambiente de confiança digital para cidadãos e empresas.

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