De um lado, Jorginho Mello (PL) cresce, organiza sua base e marca presença. Do outro, a oposição tenta se juntar — até com quem sempre foi contrário — para ver se consegue fazer frente.
Juntar todo mundo pode até dar volume, mas não dá rumo. Falta identidade, falta liderança e, até agora, falta nome e, pior: reconhece o tamanho desigual do adversário.
E aí aparece o discurso da tal “despolarização”, que não convence. O eleitor já entendeu o jogo. Sabe que, na hora decisiva, cada um corre para o seu lado.
No Brasil inteiro, o tal “centro” tenta se organizar, mas patina. Falta ligação com o povo. É um movimento tendencioso que tenta ganhar musculatura para pegar carona com quem estiver na frente. Para isso tensionam o debate para provocar um segundo turno.
Em Santa Catarina, é a mesma coisa. A oposição tenta se acertar, mas esbarra nas próprias diferenças e estratégia com uma lista enorme de palpites. É falta de sintonia mesmo e “muito cacique para pouco índio”.
Enquanto isso, Jorginho Mello segue no seu estilo: destemido e com luz própria.
O mês de abril abre portas para as desincompatibilizações e vai mostrar quem fica e quem sai. Lá na frente, nas convenções, tudo se define no papel.
Por isso, não dá para descartar uma definição já no primeiro turno.
No fim das contas, a polarização, tão criticada, tem um lado bom: separa o joio do trigo. mostra diferença e tira a máscara de quem tenta parecer tudo ao mesmo tempo. Evidente que o alinhamento com o cenário nacional fará toda diferença. Quem dará palanque para quem. Com escândalos multibilionários que estampam manchetes mundo afora, a eleição para presidente também se encaminha para definição em primeiro turno.
Bendita polarização.
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