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Quinta-feira, 21 de Maio de 2026

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FECAM encerra participação na XXVII Marcha a Brasília com defesa do municipalismo e mobilização histórica de prefeitos catarinenses

Entre os temas de maior preocupação apresentados pela FECAM esteve o impacto financeiro de propostas em discussão no Congresso Nacional, como o fim da escala de trabalho 6x1

FECAM encerra participação na XXVII Marcha a Brasília com defesa do municipalismo e mobilização histórica de prefeitos catarinenses
Mafalda Press/Divulgação
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A Federação Catarinense de Municípios (FECAM) encerrou nesta quinta-feira a participação na XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios com um balanço positivo da mobilização catarinense no maior evento municipalista da América Latina. Ao longo dos quatro dias de programação, a entidade reuniu 140 prefeitos e prefeitas de Santa Catarina, além de vice-prefeitos, vereadores, secretários e equipes técnicas municipais.

Durante a Marcha, a FECAM acompanhou debates estratégicos sobre financiamento das políticas públicas, reforma tributária, saúde, educação, assistência social, saneamento, emergência climática, defesa civil e desenvolvimento regional. A entidade também reforçou pautas prioritárias do movimento municipalista, especialmente relacionadas ao pacto federativo e ao aumento das responsabilidades financeiras assumidas pelos municípios.

Entre os temas de maior preocupação apresentados pela FECAM esteve o impacto financeiro de propostas em discussão no Congresso Nacional, como o fim da escala de trabalho 6x1. O presidente da Federação Catarinense de Municípios e prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, destacou que os municípios precisam ser ouvidos antes da criação de novas obrigações que gerem aumento de despesas às administrações locais.

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“Cada vez mais se fala sobre o pacto federativo. Os recursos precisam ir para onde as pessoas vivem. Antes de criar qualquer legislação ou benefício, é preciso consultar os municípios. Esta é uma garantia constitucional”, afirmou.

Segundo Topázio Neto, alterações na jornada de trabalho podem gerar impactos expressivos em contratos terceirizados e serviços essenciais prestados pelas prefeituras, ampliando os custos das administrações municipais em áreas como coleta de lixo, saúde e obras públicas.

A assistência social também esteve entre as prioridades defendidas pela entidade durante a programação. Em conjunto com o Colegiado Estadual dos Gestores Municipais de Assistência Social (COEGEMAS), a FECAM levou à bancada parlamentar catarinense demandas relacionadas ao aumento do cofinanciamento federal, reajuste dos repasses da União e destinação de emendas parlamentares para manutenção dos serviços socioassistenciais.

A entidade também reforçou apoio à PEC nº 07/2026, que estabelece investimento mínimo de 1% da União, dos estados e dos municípios para o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), considerada essencial para garantir a continuidade dos atendimentos à população em situação de vulnerabilidade.

Outro destaque da programação foi a participação da delegação catarinense em reuniões do Conselho Político da Confederação Nacional de Municípios (CNM), que discutiu pautas como a ampliação de 1,5% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), desoneração da folha previdenciária das prefeituras, atualização dos programas federais e municipalização do Imposto Territorial Rural (ITR).

Ao longo dos quatro dias, a FECAM também manteve um estande de atendimento técnico aos gestores municipais catarinenses. A equipe da entidade prestou orientações sobre políticas públicas, gestão administrativa, consórcios públicos, compras públicas, marcos regulatórios e questões jurídicas, além de auxiliar prefeitos e equipes municipais em demandas técnicas apresentadas durante o evento.

O terceiro dia da Marcha também foi marcado pela entrega do Selo Município Doador, reconhecimento concedido pela CNM às cidades que se destacam na captação de voluntários e fortalecimento da Política Nacional de Sangue. Entre as prefeitas catarinenses homenageadas estiveram Cristiane Pagani, de Urupema, Siuzete Vandresen Baumann, de Santa Rosa de Lima, e Solange Back, de Anitápolis.

Os debates envolvendo consórcios públicos também ganharam destaque na programação, principalmente em temas ligados aos marcos regulatórios, à segurança jurídica e às compras públicas compartilhadas, apontados como estratégicos para ampliar a eficiência da gestão municipal.

O diretor executivo da Federação Catarinense de Municípios, Adriano Caldas, avaliou de forma positiva a participação catarinense na Marcha.

“Santa Catarina mostrou mais uma vez força e união no movimento municipalista. Foram dias importantes para debater pautas que impactam diretamente os municípios e para fortalecer a articulação institucional em defesa das cidades catarinenses”, destacou Adriano Caldas.

FONTE/CRÉDITOS: Ana Schoeller/Assessora de Imprensa
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